Interação vicária / aluno-[aluno(s)-conteúdo(s)]

Dando seqüência à discussão sobre interação vicária, vamos ver um pouco sobre a interação de um aluno com a interação de outro(s) aluno(s) com o conteúdo. A princípio, podemos entender que essa interação é algo impossível. Pois, como entrar em contato em como um aluno interage, em seu íntimo, com o conteúdo estudado? Pois será que existe diálogo explícito entre os dois sujeitos - aluno e conteúdo - nessa interação? O que acontece é, que isso se dá de forma indireta, pois podemos tomar contato com a interação de alguém com determinado assunto, ao vislumbrarmos em como esse alguém produz suas idéias. Tendo como base o assunto inerente ao conteúdo produzido em forma de texto, vídeo, áudio, figura, etc.

A produção de idéias emanadas pela interação desse alguém com o assunto, pode ser percebida pelo terceiro por meio, por exemplo, de um texto produzido em forma de resenha, síntese, apresentação dentre outras similares.

Se faz importante entender então, que qualquer produção cultural pode ser objeto de análise. Entretanto, para que se possa melhor interagir vicáriamente com essa relação entre sujeito e conteúdo, o terceiro, ou seja o observador deve estar ciente do conteúdo. Pois se assim não ocorrer, esse não terá uma visão de forma ampla, com os dois lados da interação; mas sim, uma visão restrita e unilateral da interação observada.

Essa forma de interação se dá, em contextos educacionais, ao se fomentar a produção dos alunos sobre determinados assuntos e, conseqüentemente, promover a publicação dessas produções perante aos colegas de classe.

Se percebe então, que dessa forma, ocorre aqui uma intenção construtivista e construcionista, como tendência frente ao processo ensino aprendizagem. Denotando, contudo, que o conceito de aprendizado em grupo e do grupo, como um todo, se faz presente. Assim, remetendo a quebra de paradígmas educacionais, tradicionalistas e unilaterais, como o da aula expositiva, presente em tendências liberais da educação.