O grau máximo de socialização

Ao buscar algumas respostas, gostaria de compartilhar essas palavras que pude ouvir hoje que está em Lucas 9, 23:


"Se alguém quer me sequir, renuncie a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e me siga."

Isso me lembra que Piaget (1973, p. 245) nos diz: "a personalidade não é o 'eu' enquanto diferente dos outros 'eus' e refratário à socializãção, mas é o indivíduo submetendo-se voluntariamente às normas de recipiocidade e de universalidade. Como tal, longe de estar à margem da sociedade, a personalidade constituí o produto mais refinado da socialização."

A personalidade, para Piaget, é o grau máximo de socialização de uma pessoa. É a superação do egocentrismo, e com certeza, tem tudo a ver com o que Jesus nos ensinou com suas palavras e ações. Ele se abandonou em nosso favor na cruz, mas com fé, confiança e esperança na ressureição, continuou amando a todos, mesmo aqueles que o flagelavam. Esse certamente é o grau máximo de personalidade, alcançado por alguém aqui nesse mundo.

O amor e a esperança, tal como ensinados por Cristo, são certamente fonte de motivação que pode nos conduzir ao caminho para o nosso crescimento, tanto como pessoas quanto educadores, em nossa práxis. Dessa mesma forma, é também fonte de motivo para agirmos em favor de nortear os nossos alunos, no crescer de cada um, como pessoa e profissional. Esse crescer como pessoa, é adquirir a personalidade descrita por Piaget, pois assim poderemos, consequentemente, formar melhores profissionais e cidadãos.


O flagelo de Cristo; pintura de William-Adolphe Bouguereau (1825-1905)