Interação vicária aluno-[aluno(s)-profesor(es)]

Continuando sobre o assunto da interação vicária, agora abordarei a interação aluno-[aluno(s)-professor(es)]. Aqui, essa interação se refere a aquela em que o aluno, ao observar a interação professor(es) e outro(s) aluno(s) aprende, apesar de não contribuir com a discussão ativamente.

Podemos entender que o aluno que aqui aprende assistindo, ora se coloca, de uma forma interna e imaginária, na função do professor ora na do aluno. Esse ato interno do aluno que assiste ocorre devido a sua identificação ou não, com pelo menos um dos sujeitos envolvidos na interação assistida. Essa identificação pode se dar de forma parcial, o que significa que, o aluno que assiste pode se identificar com parte das argumentações de um ou mais sujeitos da interação assistida. Dessa forma, passa a ocorrer o que chamamos de movimentação interna do assunto abordado, o que remete à compreensão de um assunto.

Essa dita compreenção, Batista (2004) se refere como sendo a transferência de informações que se dá com o processo de transformação do conjunto de conhecimento construído em um outro expresso por signos que permite a um leitor a sua decodificação. É o partilhamento da informação para que um sujeito possa acessá-la e transforma-la, ou não, em conhecimento. Então, essa interação silenciosa do aluno com a interação alheia, pode e deve ser prevista no processo de ensino-aprendizagem.

Para que se possa mensurar esse tipo de interação vicária, faz-se necessária a utilização de disgnósticos avaliativos constantes. Pois se não assim for, pode-se então entender que tal aluno está distante transacionalmente[1]. Esse tipo de avaliação é denominada por formativa e se constituí ao longo de um curso, pois fornece ao professor um feedback de como o aluno está se posicionando frente ao assunto estudado. Feedback esse, que se faz como uma importante fonte de reflexão de como o professor pode melhor moldar sua metodologia em prol do sucesso do processo de ensino-aprendizado.

Dessa forma, o modelo de planejamento pronto e imutável deve ser substituído por um planejamento flexível ao longo do curso. Um planejar que contemple aspéctos processuais do grupo como um todo, de cada indivíduo e do momento em questão, favorecendo a essa interação que ocorre nas aulas presenciais e a distância em vias on-line.

[1]- Distante transacionalmente refere-se ao termo descrito por Michael G. Moore no artigo Teoria da Distância Transacional, disponível em: http://www.abed.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=23&sid=69&UserActiveTemplate=1por


Referência

BATISTA, Lúcio José Carlos. A constituição do sujeito educador ambiental: um relato de experiências de educadores ambientais do Riacho Fundo – Distrito Federal. Brasília, 2004. Dissertação de Mestrado em Educação na Universidade de Brasília.