É de arrepiar ! ! ! ! !
Vale muito a pena assistir!
Bambus de Getsemani
Estava eu ouvindo uma palestra do saudoso Padre Léo, SCJ, que se chama - Como Bambus de Getsemani - e uma parte dessa palestra eu gostaria de partilhar com todos que aqui visitarem:
Um menino vendo, depois de uma tempestade, uma grande figueira derrubada, ficou impressionado. Aquela árvore frondosa, que a princípio seria indestrutível, toda no chão. Isso intrigou o menino, que logo foi perguntar ao seu avô:
- Vô, olha a figueira, ela caiu!
O avô levou o menino para ver a figueira e disse:
- Pois é meu neto, ela é grande mas olha como ela estava.
- Nossa vô, ela estava oca! Disse o menino.
- É meu neto, por isso que ela caiu. Apesar de parecer forte, com tempo ela foi ficando oca, sem nada por dentro - sem conteúdo.
Vendo alguns bambus que estavam perto dali, o menino perguntou:
- Mas o bambu, ele também é oco e não caiu?
E o avô disse:
- É meu neto, o bambu é oco sim, mas ele sabe que é oco desde pequeno.
E o avô continuou explicando para o netinho atento, que o bambu, tem uma meta, ele cresce para o alto, mas com raízes profundas, que crescem na vertical, para baixo, em busca de água e que assim proporcionam muita firmeza no solo. Bambu não cria galhos, ou seja, não se apega a muitas coisas, mas foca no alto, no seu objetivo. E o bambu tem a sabedoria de se curvar perante uma tempestade e se ainda não bastasse tudo isso, ele cresce junto com os seus semelhantes - junto mesmo - como se fosse em comunidade. Tente quebrar um bambu, talvez não seja muito difícil, mas tente quebrar dois ou mais... puxa vida, isso não é fácil. E finalmente, o bambu tem vários gomos. Cada gomo é resultado da superação dos problemas, pois sem eles o bambu não seria tão forte. Mecanicamente o bambu é resistente apenas pelos seus nós (gomos), distribuídos em si e conquistados ao longo de sua vida - experiência.
Agora você me pergunta o que tem isso a ver com o jardim Getsemani, onde Cristo suou sangue antes de ser entregue aos soldados? Para isso eu sugiro que você ouça a palestra toda, contada por esse grande orador (nos dois sentidos), Pe. Léo, SCJ.
Para quem quiser ouvir essa e outras palestras que muito ensinam a sermos melhores, indico aqui essa coletânea com sete CD's, vale a pena ter e emprestar:
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O grau máximo de socialização
Isso me lembra que Piaget (1973, p. 245) nos diz: "a personalidade não é o 'eu' enquanto diferente dos outros 'eus' e refratário à socializãção, mas é o indivíduo submetendo-se voluntariamente às normas de recipiocidade e de universalidade. Como tal, longe de estar à margem da sociedade, a personalidade constituí o produto mais refinado da socialização."
A personalidade, para Piaget, é o grau máximo de socialização de uma pessoa. É a superação do egocentrismo, e com certeza, tem tudo a ver com o que Jesus nos ensinou com suas palavras e ações. Ele se abandonou em nosso favor na cruz, mas com fé, confiança e esperança na ressureição, continuou amando a todos, mesmo aqueles que o flagelavam. Esse certamente é o grau máximo de personalidade, alcançado por alguém aqui nesse mundo.
O amor e a esperança, tal como ensinados por Cristo, são certamente fonte de motivação que pode nos conduzir ao caminho para o nosso crescimento, tanto como pessoas quanto educadores, em nossa práxis. Dessa mesma forma, é também fonte de motivo para agirmos em favor de nortear os nossos alunos, no crescer de cada um, como pessoa e profissional. Esse crescer como pessoa, é adquirir a personalidade descrita por Piaget, pois assim poderemos, consequentemente, formar melhores profissionais e cidadãos.
O flagelo de Cristo; pintura de William-Adolphe Bouguereau (1825-1905)
O valor do Amor.
- você pode escolher entre ir para o céu ou ir para o inferno!
E o mineirinho, desconfiado, perguntou ao anjo:
- como assim?
O anjo afirmou:
- você é que escolhe!
O mineirinho, ainda mais desconfiado, perguntou:
- mas qual é a diferença?
E o anjo falou:
- os dois lugares são iguais, idênticos.
Pois ai que o mineirinho ficou encafifado e quis saber:
- mas como assim?
O anjo explicou que tanto no inferno quanto no céu existe um banquete, com a comida mais saborosa do universo. Porém as pessoas, ao invés de mãos, têm colheres. O mineirinho, ainda confuso, pensava consigo que não adiantara uma vida inteira de bondade, no final era a mesma coisa. Ele imaginava que o inferno era como uma masmorra, um lugar de dor e sofrimento e o céu um lugar de paz e tranqüilidade, um paraíso.
O que o mineirinho não presumiu, é que a colheres, que vinham no lugar das mãos, eram longas demais para que uma só pessoa pudesse se alimentar sozinha, pois essas não alcançavam a sua própria boca. E ai estava a grande diferença, no céu um alimenta o outro e com prazer. Lá todos eram bem alimentados e felizes.
Contudo, no inferno, com a mesma comida deliciosa a disposição, todos estavam em uma eterna fome, pois ninguém queria alimentar ninguém, a não ser a si mesmo. Não enxergavam, pois, que é na ajuda ao outro que está a verdadeira felicidade e que só teriam a ganhar com isso. Pois, como nos diz Paulo em I Cor 13: " E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria."

Inspirado no livro Buscai as Coisas do Alto, de Pe. Léo, SCJ; estou inaugurando esta secção - Coisas do alto - que visa a reflexão da palavra da Bíblia, aquela que purifica e nos torna melhores.