Games educacionais ubíquos


Um ponto que muito tenho observado em muitas aplicações de games em contexto educacional é a simples transposição de ações educacionais tradicionais para um formato de jogo eletrônico. Assim, espera-se que o game substitua a tarefa de transferência e reforço de informação feita em contextos educacionais onde a associação e o comportamentalismo se mostram como algo fundamental para a aprendizagem.

Assim se vê que esses games educativos na verdade disfarçam a metodologia dos velhas e tradicionais práticas educacionais. Com uma roupagem de jogo digital, muitos destes jogos nada mais são do que aqueles textos seguidos de exercícios presentes nas apostilas, cartilhas e livros didáticos, só que agora em formato multimídia.

 Muitos autores tem defendido a utilização de games em processos formais de educação de forma a produzirem um processo tangencial de aprendizagem frente aos objetivos e habilidades trabalhadas no game. Ou seja, a aprendizagem de determinados assuntos  serão trabalhados de forma indireta ou diluídos no ato de se jogar.

Alguns bons exemplos de games em contextos educacionais são:
·         A utilização do Microsoft Rise of Nations para a simulação de combates históricos que vão de Napoleão até chegar à Guerra Fria
·         A adoção do Microsoft Age of Empire se mostra interessante para se estudar as cruzadas em aulas de história e integrar interdisciplinarmente com aspectos da geografia e literatura.

Então podemos entender que, com a utilização de games na educação, devemos ter como norte o fomentar no aprendente a capacidade de atuar como sujeito ativo no seu próprios processos de aprendizagem. Assim a ciência bem como a discussão dos objetivos educacionais entre professores e aprendentes se mostra como algo que deve ser contemplado metodologicamente. A ciência, pelo próprio jogador, do que será estudado dentro da ação do jogar se mostra fundamental para que haja contextualização dos conceitos e habilidades (dos saberes e fazeres) a serem trabalhados e aprendidos.

Contudo, tenho pesquisado muito sobre a utilização da ubiqüidade proporcionada por dispositivos móveis em games em prol do processo de ensino e aprendizagem. Uma idéia interessante é a utilização de elementos de Webquests com um jogo de realidade alternativa  ambientado  uma determinada região.  Onde se pode usar os recursos de dispositivos móveis como por exemplo:
·         o  Bluetooth  para integrar membros de uma equipe,
·         o QR Code para espalhar pistas na região,
·         os recursos de realidade aumentada  para  projetar  criaturas ou objetos nesta região
·         os mapas do Google maps
·         a captura de imagens pela funcionalidade fotográfica ou de filmagens
·         a gravações de sons, narrações e depoimentos.

Bom, mas para se utilizar esses recursos, vejo a necessidade de que o professor conheça as bases teóricas e saiba trabalhar bem a pedagogia de projetos, além de ter muita imaginação e criatividade, que ao meu ver são habilidades que devem ser desenvolvidas e cultivadas por educadores em sua práxis sempre.

Um bom exemplo de utilização de games ubíquos em contextos educacionais é o projeto mGBL – mobile Game-Based Learning.  Este projeto, apoiado  pela  União  Européia e formado por um consórcio de  universidades da Áustria, Croácia, Itália, Eslovênia e Reino Unido, visa por ações de aprendizagem móvel como podemos ver no vídeo abaixo:

2º congresso de pós-graduação do Unis

A Unidade de Pós-Graduação realizará nos dias 19 e 20 de novembro o 2º Congresso de Pós-Graduação, onde acontecerão:

  • Palestas
  • Apresentação de artigos científicos
  • Mesas redondas
Clique aqui e inscreva-se até 29/10 para apresentação de trabalhos e 17/11 para assistir.

Maiores informações acesse http://posgraduacao.unis.edu.br/?page_id=1171

Smartphones cada vez mais presentes

6,34% do total de celulares habilitados no Brasil são smartphones, segundo informações da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Esse crescimento é realmente incrível, pois basta observar o crescimento da presença desses aparelhos do mês de agosto para setembro desse ano. Em agosto tínhamos 11.360 milhões de smartphones e logo em setembro já estávamos com 12.145 milhões.

Assim vemos que a reportagem abaixo mostra uma realidade que está para ser a de muitos e muitos alunos de nossas escolas e universidades:


Outra informação interessante é a que 5.662 milhões, 2,96% das linhas de celulares no Brasil já permitem conexão à internet. Esses números devem ser multiplicados, contudo, com o fomento das indústrias e operadoras, que deverão reduzir os preços, ao subsidiarem cada vez mais esses aparelhos.  

As convergências com outras mídias que os smartphones já estão permitindo, principalmente via ações publicitárias, são realmente muito interessantes. Cases divulgados no site Mobilepedia são exemplos dessa convergência:
 Assim podemos ver que a ubiquidade e a pervasividade da rede mostrada no vídeo abaixo deve se apresentar em um futuro não muito distante...






Assim se vê a importância da educação em se contextualizar com a realidade de seus aprendentes e que podemos perceber na fala do professor Romero Tori (autor do livro Educação Sem Distância) no Programa Perfil Literário Rádio UNESP. Clique aqui para ouvir a entrevista.

Linked - A Nova Ciência dos Networks

Acabo de ler o livro Linked - A Nova Ciência dos Networks de Albert-László Barabási. Esse livro do professor Emil T. Hofman de física na Universidade de Notre Dame e pesquisador de networks complexas, está sendo muito interessante para me direcionar ao entender das dinâmicas das redes.

Que as redes se fazem presentes em nossa vida em organismos vivos, corporações, relações interpessoais, sistema de distribuição de energia, na diagramação de um chip, no metabolismo de uma célula, na condição física e informacional da internet, nas relações profissionais em qualquer ramo, nas conexões entre citações em trabalhos científicos, na economia a ponto de entendermos que nossa sociedade è uma rede, é fato!

Mas entender como essa rede funciona, se desenvolve, se articula, é algo que esse livro muito bem pode nos direcionar. Assim, Barabási aborda como os nós, links (conexões) e hubs se articulam dinamicamente como sistemas complexos.

Com essa leitura pode-se entender que as redes se comportam como parte da realidade que forma um todo organizado composto por elementos inter-relacionados. Que as redes possuem realmente um comportamento de difícil previsibilidade devido a dinâmicas organizacionais não lineares.

Barabási também destaca que os sites dessa rede apresentam propriedades matemáticas que dependem de três condições para ocorrer:

1. A primeira é que a rede tem de se expandir, crescer. Tal condição de crescimento é muito importante, assim como a ideia de emergência que a acompanha. Está em constante evolução e adaptação e existe acentuadamente com a rede (www).

2. A segunda refere-se a conexões preferenciais, ou seja, novos integrantes vão querer ligar-se a hubs, que participam da rede com mais conexões.

3. A terceira denomina-se aptidão competitiva, que, em termos de rede, implica sua taxa de atração. Algo que vai além da hierarquia imposta pela antiguidade de um nó, pois nem sempre o nó mais antigo se mostra o mais apto a se transformar em um hub.

Outro ponto interessante que o autor toca é que as redes se mostram na verdade de acordo com a lei de potência, o que remete à topologia sem escala e ao efeito cauda longa trabalhado por Chis Anderson em sua obra. O que desmistifica a aleatoriedade desses sistemas.

Assim essa obra desvela por importantes leis da cortografia das redes e permite que seja possível esboçar mapas dessas que se mostram como sistemas dinâmicos e complexos.

Para quem já leu o livro, temos uma interessante apresentação. Contudo, essa apresentação serve também como panomara geral para quem quer decidir por mergulhar nesse mundo retratado tão bem por Barabási. Vale a pena checar:

Aprendizagem significativa

Lendo sobre Ausubel e sua teoria, fiz aqui um mapa conceitual que abarca os três tipos básicos de aprendizagem significativa:
Aprendizagem significativa


Um bom livro que aborda esse tema:

Possibilidades do uso de dispositivos móveis na educação

 Uma imagem para pensar sobre algumas possibilidades do uso de dispositivos móveis na educação:

Se você conhece outras, responda esse post!

Reflexões de como usar asTecnologias nas educação


Como podemos observar em vários autores, as tecnologias aplicadas na educação se mostram um assunto que não tem perspectiva de esgotamento, pois é, no entanto, um refletir sobre algo dinâmico e altamente renovável, tanto do lado das mudanças tecnológicas de nosso tempo, quanto no pensar e repensar do processo de ensino e aprendizagem contextualizado a esse tempo.
É impossível abarcarmos todas, ou até mesmo grande parte das possibilidades de aplicação de tecnologias na educação. Contudo, não podemos deixar de lado a capacidade reflexiva e provocadora frente a tais recursos!
Essa capacidade de reflexão, contudo, se mostra como o principal fator para que possamos sempre nos posicionar frente às tecnologias e sua contextualização frente à realidade que nos circunda.
Entretanto, vale destacar que realmente as tecnologias devem ser pensadas não como elementos ensinantes, mas sim como plataformas para a aprendizagem contextualizada com as nuances de nossa cognição. Assim a cooperação, que se tem mostrado o principal elemento suportado pelas tecnologias em evidência fora dos limites dos contextos educacionais, deve ser ponto fundamental para o pensar não só em como devemos utilizar estas ferramentas. Lembra-se que a cooperação se te mostrado como algo que está presente em nosso tempo e até significando-o (ao chamarmos nossa era de era da cooperação).
Nós, educadores somos provocados, entretanto, a sempre pensar para além do ensinar, mas em proporcionarmos que nossos aprendentes aprendam a aprender, aprendam o que virá, pois se nos estagnarmos em metodologias e conteúdos fixos  estamos fadados a praticarmos uma educação descompassada com a realidade que se mostra altamente dinâmica. Ou seja, a repetirmos os erros já praticados ao invés de nos direcionarmos para a evolução, onde aprendemos com os erros e acertos já efetuados.
Vemos assim que pensar educação se mostra cada vez mais como um ato de transgressão de paradigmas, ou seja, um constante (re) significar a educação sempre na direção do desenvolvimento e manutenção da capacidade crítica de todos os envolvidos no processo educacional. Entende-se dessa forma, que devemos contemplar nos projetos pedagógicos e planos de aula, de forma inerente, a criticidade, e que essa esteja sempre imbricada dentro de todos os objetivos gerais e específicos.
Um vídeo que pode potencializar nossos questionamentos sobre tecnologia aplicadas na educação é o abaixo anexado. Nesse vídeo José Pacheco coloca boas reflexões por sobre esse assunto:

Pedagogia na modalidade EaD

Gostaria de indicar aqui um curso de pedagogia na modalidade EaD e que tive a oportunidade de acompanhar um encontro presencial. Nesse encontro pude assistir por apresentações de alunos(as) e seus trabalhos desenvolvidos nas disciplinas.

Realmente os professores e aprendentes estão de parabéns, pois a qualidade dos trabalhos e a profundidade das aprensentações foram muito boas.

Conversando com a coordenadora pude ver que essa qualidade se dá, dentre outras coisas, pelo curso apresentar um grande diferencial. Diferencial esse justificado pela coordenadora com as seguintes palavras: "aqui o aluno(a) tem acesso direto aos professores,  que são responsáveis em conjunto com uma equipe técnica,  pela condução do processo de mediação dos conhecimentos, possibilitando assim, uma interação mais completa em relação aos saberes necessários a um pedagogo."

A coordenadora destacou também que a matriz curricular do curso  foi cuidadosamente elaborada no sentido de atender as necessidades do mercado de trabalho, visando uma formação abrangente e preparando o profissional para atuar nas áreas docente (Ed. Infantil e Ensino Fundamental (anos iniciais) e na Gestão Escolar (Supervisão, Orientação, Administração(gestão dirigente) e Inspeção Escolar) e abrange também a formação para a atuação em um campo novo, que é a pedagogia empresarial, como podemos ver na proposta para o curso clicando aqui

Então, se você necessita de uma formação na área educacional ou conhece alguém que necessita, esse é um curso em que a maioria dos alunos formados encontram-se empregados na área educacional.

Achei interessante divulgar esse curso, pois vejo que existe uma grande procura por bons profissionais pedagogos atualmente e esse é um ótimo programa!