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Palestra Música e Tecnologia

No dia 9/11/2011 estive na Faculdade de São Lourenço - UNISEP, para realizar uma palestra na X CONISIS (Convenção do Curso de Sistemas de Informação), onde trabalharei o tema MÚSICA E TECNOLOGIA

O evento foi realizado entre os dias 7 e 11 de novembro de 2011, no auditório desta unidade onde o tema deste ano foi TECNOLOGIA E MERCADO DE TRABALHO.

O objetivo desse encontro foi difundir a tecnologia da informação no mercado de trabalho e abrir um espaço para discussão dessas novas tecnologias em São Lourenço e região. Um evento para todos aqueles que acreditam que tecnologia e inovação são componentes essenciais para alcançar o sucesso e a melhoria contínua no nosso setor.

Abaixo temos a apresentação que utilizarei nesta palestra:


Estado da arte das tecnologias da inteligência

Aqui estão os vídeos que utilizei na 1ª aula de BI no curso de MBA em Gestão Estratégica e Inteligência em Negócios do UNIS. Assim, convido atodos, mas principalmente aos alunos a comentarem neste espaço interativo.

Então, boas apreciações críticas e mãos aos teclados!















Será que o próximo vídeo é mesmo o futuro da educação ou uma réplica da velha prática perfumada com novas tecnologias?


Acho que o vídeo abaixo mostra o que a tecnologia pode potencializar frente à interação no contexto educacional. O que você acha?

Com o 4G chegando, a ubiquidade das TIC vai ser potencializada. E a Educação, como vai ficar?



 Faz três anos que estamos vivendo o discurso do 3G, pelo menos por parte das operadoras. Mas esse discurso é bem diferente do que acontece na realidade, pois a velocidade que temos em nossos dispositivos móveis ou modens 3G não fazem jus às propagandas das operadoras.

Contudo o 4G vem aí e com duas tecnologias prometidas, uma chamada LTE (Long Term Evolution) e outra, chamada WiMax.Tanto a LTE quanto a WiMax são parecidas, pois se baseiam na concepção de tráfego de dados por meio de endereços IP. 

De acordo com os órgãos reguladores, a tecnologia 4G oferece conexão estável e de no mínimo cem vezes a velocidade prometida no 3G. Assim, se as promessas por sobre o 4G se realizarem, poderemos estar conectados o tempo todo, em altíssima velocidade e em qualquer lugar, o que confirmaria a ubiquidade dos recursos tecnológicos comunicacionais. Características como as das mídias locativas e de vigilância, dentre outras, potencializariam a ideia de que o que entendemos por Ciberespaço estaria cada vez mais propenso a extrapolar as telas fixas dos Desktops na direção de nossa realidade, principalmente através dos dispositivos móveis (principalmente com os smartphones e tablets)

Outro ponto que seria potencializado, e que muito interessa aos interessados em educação e tecnologias, é a extrasomatização de nosso pensar, pois estaríamos cada vez mais dependentes dos dispositivos móveis para nos expressar, nos localizar, aprender frente à nossa realidade. O que me faz lembrar os conceitos de pós humano e ciborg. Assim vejo a necessidade de se pensar os processos de ensino e aprendizagem dentro desse contexto. A teoria da complexidade principalmente pela visão de Edgar Morin, os sistemas dinâmicos articulados pela semiótica peirceana podem muito nos ajudar nessa empreitada.

Bom, vejo que precisamos - nós educadores - nos colocar em estado de atenção, pois quando essa realidade emergente chegar, devemos assim aproveitar o máximo possível para não ficarmos atrasados. Dessa forma me expresso, pois, como de praxe, a educação tende a ser uma das últimas áreas a se alinhavar com a realidade que circundam as pessoas, ou nem se alinhavar (basta ver que a maioria das escolas ainda estão sob o paradigma racionalista-descarteano onde o professor transfere seus conhecimentos aos alunos.

Para saber mais sobre o 4G, abaixo temos um vídeo interessante e que pode nos fazer pensar de algumas possibilidades para educação. Clique aqui para visualizar o vídeo. Uma dica: preste atenção nas imagens e cenas colocadas entre e sobre os depoimentos!

O Método - a natureza da natureza (Edgar Morin)

Lendo essa obra, estou cada vez mais fascinado com a teoria da complexidade e a maneira como Morin a tece.

Sua intenção de não buscar por um conhecimento geral nem por uma teoria unitária, entendendo que tal teoria (a unitária), entretanto, escamoteia simploriamente as dificuldades do conhecimento, mostra que Morin, dessa forma, evita a disjunção entre os saberes separados. Assim, Morin (1977, p.18) destaca que essa teoria unitária:
(...) para evitar a disjunção entre os saberes separados, obedece a uma sobressimplificação redutora, amarrando o universo inteiro a uma única fórmula lógica. De fato, a pobreza de todas as tentativas unitárias, de todas as respostas globais, confirma a ciência disciplinar na resignação do luto. Assim, a escolha não se situa entre o saber particular, preciso, limitado, e a ideia geral abstracta. Situa-se entre o luto e a investigação dum método capaz de articular aquilo que está separado e de unir aquilo que está dissociado. (MORIN, 1977, p.18)
Outra ideia que corrobora com essa articulação - daquilo que está separado com aquilo que está dissociado - é a circularidade, pois essa recusa a redução de algo complexo de forma multiladora. Dessa forma, Morin entende a não dominância de um ou mais conceitos frente a outros existentes, por exemplo onde a matéria, o espírito, a energia, a informação, a luta de classes, dentre outros e que são vistos de forma equipotente.


Dessa forma, Morin recusa o discurso linear como ponto de partida e fim, pois percebe que com a recusa de uma simplificação abstrata das coisas. Pois entende que é fundamental respeitar as condições objetivas do conhecimento humano, que comporta sempre, algures, paradoxo lógico, ou seja, a incerteza. Assim, Morin concebe a incerteza como uma provisão para o seguinte caminho da dúvida:
(...) a dúvida sobre a dúvida dá à dúvida uma dimensão nova, a dimensão da reflexividade; a dúvida pela qual o sujeito se interroga sobre as condições de emergência e de existência do seu próprio pensamento constitui, desde então, um pensamento potencialmente relativista, relacionista e autocognoscente. Enfim, a aceitação da confusão pode tornar-se um modo de resistir à simplificação mutiladora. E certo que nos falta o método à partida; mas, pelo menos, podemos dispor do antimétodo, onde a ignorância, a incerteza e a confusão se tornam virtudes. (MORIN, 1977, p.19)
Daí a importância de se conservar tal circularidade, já que essa alimenta a associação de duas ou mais proposições, reconhecidas como verdadeiras, e que mesmo sendo essas isoladas, abrem, todavia, a possibilidade de conceber estas duas verdades como as duas faces duma verdade complexa.

Com essa verdade podemos melhor entender os conceitos cunhados por Morin por operadores de complexidade, que são três:

Operador dialógico
O operador dialógico e não dialético, como Morin chama a atenção, pois se trata da não existência de uma síntese. Consiste assim por um envolver, entrelaçar coisas que aparentemente estão separadas como a razão e a emoção, o sensível e o inteligível, o real e o imaginário, a razão e os mitos, a ciência e a arte.

O operador recursivo
Que trata principalmente do fato de que, ao contrário da concepção de que uma causa A produz um efeito B, uma causa produz um efeito, que por sua vez produz uma causa e assim por diante. O que remeta ao conceito de circularidade, onde se abre a possibilidade dum conhecimento que reflita sobre si mesmo como nos indica o cogito cartesiano, que entende que o sujeito surge no e pelo movimento reflexivo do pensamento sobre o pensamento.

O operador hologramático
Que aborda situações em que não há porque separar a parte do todo, pois a parte está no todo, assim como o todo está na parte. Onde se cultiva a ideia de totalidade.

Indo ao encontro da concepção peirceana de que interpretar é traduzir um pensamento em outro pensamento num movimento espiral. Pois só se pensa um pensamento através de outro pensamento, vejo que o conceito criado em 1979 por Mandelbrot pode muito significar tais operadores.

Mandelbrot criou o conjunto produzido por processos interativos onde as partes se relacionam com o todo de forma hologramática como podemos observar no seguinte vídeo:

 


Assim vejo que esse é um importante autor para que se possa repensar a Educação em nossos dias.

Referências
MORIN,  Edgar.  O  Método  I: a  natureza  da  natureza.  2ª  ed.  Tradução:  M.  G.  de  Bragança. Portugal, Europa – América, 1977.

Games (em contextos educacionais) Ubíquos

Essa é uma apresentação para o seminário que irei participar no programa de mestrado TIDD da PUC-SP na disciplina Redes e Tecnologia em Gestão do Conhecimento conduzida pelo professor Dr. Alexandre Campos Silva.


Games educacionais ubíquos


Um ponto que muito tenho observado em muitas aplicações de games em contexto educacional é a simples transposição de ações educacionais tradicionais para um formato de jogo eletrônico. Assim, espera-se que o game substitua a tarefa de transferência e reforço de informação feita em contextos educacionais onde a associação e o comportamentalismo se mostram como algo fundamental para a aprendizagem.

Assim se vê que esses games educativos na verdade disfarçam a metodologia dos velhas e tradicionais práticas educacionais. Com uma roupagem de jogo digital, muitos destes jogos nada mais são do que aqueles textos seguidos de exercícios presentes nas apostilas, cartilhas e livros didáticos, só que agora em formato multimídia.

 Muitos autores tem defendido a utilização de games em processos formais de educação de forma a produzirem um processo tangencial de aprendizagem frente aos objetivos e habilidades trabalhadas no game. Ou seja, a aprendizagem de determinados assuntos  serão trabalhados de forma indireta ou diluídos no ato de se jogar.

Alguns bons exemplos de games em contextos educacionais são:
·         A utilização do Microsoft Rise of Nations para a simulação de combates históricos que vão de Napoleão até chegar à Guerra Fria
·         A adoção do Microsoft Age of Empire se mostra interessante para se estudar as cruzadas em aulas de história e integrar interdisciplinarmente com aspectos da geografia e literatura.

Então podemos entender que, com a utilização de games na educação, devemos ter como norte o fomentar no aprendente a capacidade de atuar como sujeito ativo no seu próprios processos de aprendizagem. Assim a ciência bem como a discussão dos objetivos educacionais entre professores e aprendentes se mostra como algo que deve ser contemplado metodologicamente. A ciência, pelo próprio jogador, do que será estudado dentro da ação do jogar se mostra fundamental para que haja contextualização dos conceitos e habilidades (dos saberes e fazeres) a serem trabalhados e aprendidos.

Contudo, tenho pesquisado muito sobre a utilização da ubiqüidade proporcionada por dispositivos móveis em games em prol do processo de ensino e aprendizagem. Uma idéia interessante é a utilização de elementos de Webquests com um jogo de realidade alternativa  ambientado  uma determinada região.  Onde se pode usar os recursos de dispositivos móveis como por exemplo:
·         o  Bluetooth  para integrar membros de uma equipe,
·         o QR Code para espalhar pistas na região,
·         os recursos de realidade aumentada  para  projetar  criaturas ou objetos nesta região
·         os mapas do Google maps
·         a captura de imagens pela funcionalidade fotográfica ou de filmagens
·         a gravações de sons, narrações e depoimentos.

Bom, mas para se utilizar esses recursos, vejo a necessidade de que o professor conheça as bases teóricas e saiba trabalhar bem a pedagogia de projetos, além de ter muita imaginação e criatividade, que ao meu ver são habilidades que devem ser desenvolvidas e cultivadas por educadores em sua práxis sempre.

Um bom exemplo de utilização de games ubíquos em contextos educacionais é o projeto mGBL – mobile Game-Based Learning.  Este projeto, apoiado  pela  União  Européia e formado por um consórcio de  universidades da Áustria, Croácia, Itália, Eslovênia e Reino Unido, visa por ações de aprendizagem móvel como podemos ver no vídeo abaixo:

Smartphones cada vez mais presentes

6,34% do total de celulares habilitados no Brasil são smartphones, segundo informações da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Esse crescimento é realmente incrível, pois basta observar o crescimento da presença desses aparelhos do mês de agosto para setembro desse ano. Em agosto tínhamos 11.360 milhões de smartphones e logo em setembro já estávamos com 12.145 milhões.

Assim vemos que a reportagem abaixo mostra uma realidade que está para ser a de muitos e muitos alunos de nossas escolas e universidades:


Outra informação interessante é a que 5.662 milhões, 2,96% das linhas de celulares no Brasil já permitem conexão à internet. Esses números devem ser multiplicados, contudo, com o fomento das indústrias e operadoras, que deverão reduzir os preços, ao subsidiarem cada vez mais esses aparelhos.  

As convergências com outras mídias que os smartphones já estão permitindo, principalmente via ações publicitárias, são realmente muito interessantes. Cases divulgados no site Mobilepedia são exemplos dessa convergência:
 Assim podemos ver que a ubiquidade e a pervasividade da rede mostrada no vídeo abaixo deve se apresentar em um futuro não muito distante...






Assim se vê a importância da educação em se contextualizar com a realidade de seus aprendentes e que podemos perceber na fala do professor Romero Tori (autor do livro Educação Sem Distância) no Programa Perfil Literário Rádio UNESP. Clique aqui para ouvir a entrevista.

Linked - A Nova Ciência dos Networks

Acabo de ler o livro Linked - A Nova Ciência dos Networks de Albert-László Barabási. Esse livro do professor Emil T. Hofman de física na Universidade de Notre Dame e pesquisador de networks complexas, está sendo muito interessante para me direcionar ao entender das dinâmicas das redes.

Que as redes se fazem presentes em nossa vida em organismos vivos, corporações, relações interpessoais, sistema de distribuição de energia, na diagramação de um chip, no metabolismo de uma célula, na condição física e informacional da internet, nas relações profissionais em qualquer ramo, nas conexões entre citações em trabalhos científicos, na economia a ponto de entendermos que nossa sociedade è uma rede, é fato!

Mas entender como essa rede funciona, se desenvolve, se articula, é algo que esse livro muito bem pode nos direcionar. Assim, Barabási aborda como os nós, links (conexões) e hubs se articulam dinamicamente como sistemas complexos.

Com essa leitura pode-se entender que as redes se comportam como parte da realidade que forma um todo organizado composto por elementos inter-relacionados. Que as redes possuem realmente um comportamento de difícil previsibilidade devido a dinâmicas organizacionais não lineares.

Barabási também destaca que os sites dessa rede apresentam propriedades matemáticas que dependem de três condições para ocorrer:

1. A primeira é que a rede tem de se expandir, crescer. Tal condição de crescimento é muito importante, assim como a ideia de emergência que a acompanha. Está em constante evolução e adaptação e existe acentuadamente com a rede (www).

2. A segunda refere-se a conexões preferenciais, ou seja, novos integrantes vão querer ligar-se a hubs, que participam da rede com mais conexões.

3. A terceira denomina-se aptidão competitiva, que, em termos de rede, implica sua taxa de atração. Algo que vai além da hierarquia imposta pela antiguidade de um nó, pois nem sempre o nó mais antigo se mostra o mais apto a se transformar em um hub.

Outro ponto interessante que o autor toca é que as redes se mostram na verdade de acordo com a lei de potência, o que remete à topologia sem escala e ao efeito cauda longa trabalhado por Chis Anderson em sua obra. O que desmistifica a aleatoriedade desses sistemas.

Assim essa obra desvela por importantes leis da cortografia das redes e permite que seja possível esboçar mapas dessas que se mostram como sistemas dinâmicos e complexos.

Para quem já leu o livro, temos uma interessante apresentação. Contudo, essa apresentação serve também como panomara geral para quem quer decidir por mergulhar nesse mundo retratado tão bem por Barabási. Vale a pena checar:

Aprendizagem significativa

Lendo sobre Ausubel e sua teoria, fiz aqui um mapa conceitual que abarca os três tipos básicos de aprendizagem significativa:
Aprendizagem significativa


Um bom livro que aborda esse tema:

DVD - Edgar Morin

Gravado por Edgard de Assis Carvalho, professor titular de Antropologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, pós- doutor pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (França) e Coordenador do Núcleo de Estudos da Complexidade – COMPLEXUS – vinculado à Faculdade e ao Programa de pós- graduação em Ciências Sociais da PUC- SP, esse DVD apresenta os principais conceitos presentes no pensamento de Edgar Morin, um dos maiores intelectuais da atualidade. 

Pertencente a Coleção Grandes Educadores da ATTA Mídia e Educação,  nesse material podemos tomar contato com o pensamento de um grande crítico da fragmentação do conhecimento. Ideal para quem quer se direcionar ao entender o pensamento complexo. Algo que visa por uma reforma do pensamento por meio do ensino transdisciplinar, capaz de formar cidadãos planetários, solidários e éticos, aptos a enfrentar os desafios dos tempos atuais.

Como aperitivo, aqui está o Trailer do DVD:



Vale a pena ter e assistir sempre, pois como diz o próprio Edgar Morin: Conhecimento do conhecimento é necessidade primeira para armar cada mente no combate vital rumo à lucidez!

Ferramentas da Web 2.0 na Educação

Tendo em vista que a internet, com o efeito Web 2.0, passa a ser encarada como uma plataforma para a atuação, não só passiva, mas ativa dos usuários da rede, há de se pensar em novas possibilidades educacionais.

Assim, entendendo que, nesse contexto, se tem por uma facilidade em se criar e/ou remixar conteúdos, há de se pensar inevitavelmente em oportunidades de enriquecimento de processos de ensino e aprendizagem de forma contextualizada com a realidade da chamada sociedade em rede.


Então, uma interessante opção de aplicação de recursos tecnológicos em contextos educacionais é o refletir sobre propostas como as presentes no “Manual de ferramentas da Web 2.0 para professores”, lançado pelo Ministério de Educação de Portugal e editado em parceria com a Direção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular do Encontro sobre Web 2.0.


Manual de ferramentas da Web 2.0 para professores

EAD na era líquida e móvel

Lendo um post "Educação a distância na era da mobilidade" do site Universo EaD do Senac São Paulo comecei a pensar em como a ubiquidade e a pervasividade estão eminentemente à nossa porta. Tendo em vista que a Educação a Distância já é uma prática quase consolidada no Brasil, tanto nos cursos de educação formal, quanto nos profissionais. Embaso essa impressão segundo os dados divulgado no site supra citado onde no Brasil, 640 organizações – entre universidades públicas e privadas, além de empresas – têm iniciativas regulares de EaD implementadas.

E o que mais me chama a atenção é a previsão de que em 2015 o mercado norte-americano de serviços e soluções educacionais móveis deverá crescer mais de 20% ao ano. Dentre tais soluções estão presentes nos diversos dispositivos utilizados como smartphones, PDAs, tocadores como iPods e MP3 Players em geral, além de netbooks, consoles de games que oferecem acesso à Web e os que permitem o uso de cartões de memória ou leitores de discos ópticos. Toda essa gama de possibilidades me faz pensar que os educadores devem se ligar (literalmente), tecno e metodológicamente o quanto antes, pois os alunos se não o estão no momento, já já estarão.

Assim vale a atenção às práticas educacionais nesse liquefeito e sempre  autopoiético contexto, pois essas deves ser constantemente repensadas. Tal intento reflexivo se aninha ao que Santaella, no artigo A ecologia pluralista das midias locativas, entende que quando uma interface móvel sabe onde se encontra no espaço físico, ela automaticamente adquire um significado diferente de dispositivos comunicacionais fixos, pois uma de suas funções principais se torna a presença pervasiva e ubíqua em espaços físicos. A capacidade de conexão com a Internet adicionada aos sistemas de posicionamento permite que os usuários tenham uma relação única tanto com o espaço físico, quanto com a internet (Souza e Silva ibid.: 47). 

iTunes U - Apple e Educação

Lendo o post do Caudalonga’s Blog que enfoca a ação da Apple na disponibilização de conteúdo universitário gratuito com os iPhones e IPods. São mais de 350 mil arquivos e que já atingiu mais de 300 milhões de downloads, o que se mostra como uma tendência irreversível. 
Quem tiver visão de futuro, ou melhor, de presente, deve se atentar para ações como essa, pois já estamos vivendo cada vez mais em nossa realidade, aqui no Brasil em constante crescimento,  a cultura convergência. Vide as ações das operadoras de celular em oferecer acesso à internet em aparelhos tipo smartphones simplificados e o plano nacional de banda larga.
 Destaco alguns exemplos similares a este e que são:
O do governo indiano que apresentou recentemente um tablet que será usado por estudantes a partir do ano que vem. O aparelho portátil, semelhante ao iPad, da Apple, custará em torno de US$ 35
O do YouTube EDU  onde se pode assistir a aulas e palestras de mais de 300 colégios e universidades americanas de graça! E o melhor: com possibilidade de Closed Caption
 O da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford que adotou o iPad como ferramenta educacional
 Vejo que os alunos, principalmente os nativos digitais (0-19 anos) e os imigrantes híbridos (20-29 anos) já vivem isso de forma natural, porém vejo a necessidade de ações para incluir os chamados imigrantes digitais (de 30 anos em diante), pois são eles as principais barreiras para tal convergência, já que os atuais professores estão, em sua maioria, dentro desse perfil.
 Contudo, o oferecimento de formação continuada e contextualizada com tais recursos se mostra algo cada vez mais urgente.

Efeito Cauda Longa

Estudando o efeito "Cauda Longa" realizei uma síntese em forma de mapa mental de pontos trabalhados no livro de Chris Anderson. 

Contudo, vejo muitos pontos de sincronia e complementaridade com o livro de Lucia Santaella "Culturas e Artes do Pós-Humano: da Cultura das Mídias à Cibercultura".

Tais sincronias e complementaridade se baseiam, principalmente, na passagem da cultura de massas para a cultura das mídias o que fertilizou gradativamente o contexto sociocultural para o surgimento da cultura digital. 


Articulando o Associacionismo e o Construtivismo

Lendo o livro Aprendizes e Mestres de Pozo (2002), me deparei com uma maneira muito interessante de encarar a cognição em processos de ensino e aprendizagem de uma forma madura e bem embasada. O autor aborda as teorias da aprendizagem desde a associação até a construção de forma articulada, sem radicalismos paradigmáticos.

Pozo (2002) destaca que os processos cognitivos constituem um sistema em interação, em que a função dinâmica e adaptativa da aprendizagem torna possível a modificação funcional, se não estrutural, do restante dos processos. Contudo o mais interessante é que o autor destaca que essa função adaptativa da aprendizagem se dá através de dois processos que apesar de diferentes, se mostram complementares e totalmente articulados, ou seja, um como continuação ao outro.

O primeiro processo é o da aprendizagem associativa (implícita), do qual compartilhamos com muitas outras espécies animais. O outro sistema é o de aprendizagem construtiva (explícita), de natureza reestruturante e complexa e que se mostra como uma das características que mais nos destaca de outras espécies animais.

Um bom exemplo que me veio a mente na leitura desse capítulo é o que estou fazendo neste exato momento da escrita deste post. Quando, estamos escrevendo estamos usando os fazeres adquiridos com ambas as duas aprendizagens: a digitação e o processo de construção textual.

A digitação, que normalmente:
  • se dá através de uma ação automática;
  • mal consome atenção, pois não exigem esforço consciente;
  • é aprendido por treinamento repetitivo e que se mostra, quando executados, idênticos (com poucas discrepâncias) à ação usada para a aprendizagem;
  • é normalmente executado em condições adversas
  • implica na possibilidade de se executar outra atividade simultaneamente, sem prejuízo, ou seja, ao digitarmos não pensamos nas teclas e suas posições. Apenas nos dedicamos à tarefa de construção do texto.
A construção do texto:
  • não se dá através de uma ação automática;
  • consome atenção, pois exigem esforço consciente;
  • não é aprendido por treinamento repetitivo, pois nunca é executado de forma exatamente idêntica à ação usada para a aprendizagem;
  • não é executável em condições adversas
  • implica na possibilidade de se executar outra atividade simultaneamente, se e apenas se essa outra atividade dê como uma ação automática como acontece quando escrevemos um texto como esse, ao digitarmo-lo com fluência.
Essa forma de articulação entre o associacionismo e o construtivismo faz-nos pensar em uma aplicação, de forma reflexiva e crítica, das ferramentas usadas em ambientes virtuais de ensino e aprendizagem de forma contextualizada com os saberes e fazeres almejados no processo de ensino e aprendizagem. E aqui me pergunto: não seria a falta dessa articulação a grande deflagradora do fracasso de programas educacionais?

Para que se possa usar tal articulação, vejo a importância da utilização de indicadores específicos de cada viés educacional, para que se possa detectar o como usar as ferramentas de forma contextualizada metodologicamente. Exemplo: um fórum para a aprendizagem de um procedimento técnico em um instrumento musical, não é o mais recomendado. Tampouco a utilização de recursos e-Learning tipo os utilizados em padrão SCORM em Computer e/ou Web Based Training para a construção critico-reflexivo de conceitos filosóficos.

Referência:

Pozo, J. I. Aprendizes e mestres: a nova cultura da aprendizagem; trad. Emani Rosa - Porto Alegre: Artmed 2002.

PodCasts em ambientes virtuais de ensino e aprendizagem

Aqui está um podcast que fiz para o SABE (sistema aberto de educação) do UNIS (Centro Univerditário do Sul de Minas), onde abordo algumas potencialidades dessa ferramenta em contextos educacionais. Realmente é algo que pode ampliar congnitivamente as propostas colaborativas na educação, no mundo corporativo e em outras áreas!

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Dados interessantes sobre tecnologia


Aproveitando a presença do professor Alexandre Campos na Digital Age 2.0 e sua generosa iniciativa de divulgar pontos importantes via o twitter @xandecampos e o twitter oficial do evento (vou compilar alguns dados interessantes neste post:










to be continued...

A importância da linguagem compartilhada

Lendo o capítulo "Criação do Conhecimento Interorganizacional: Conhecimentos e Redes" do livro "Gestão do Conhecimento" de Takeuchi e Nonaka", mais especificamente o item que aborda a trama tecida por sobre o vale do silício, achei interessante destacar o papel que a linguagem compartilhada desempenha frente à aprendizagem interorganizações.

Se vê assim, um ambiente constituído por uma constante e autopoiética rede, que através, entre outras coisas, de uma linguagem compartilhada. linguagem essa que proporciona interações  por condições sistêmicas e auto-reguladoras. Pode-se assim entender ao se observar a colocação de um executivo citado por Nonaka e Takeuchi:
Existe uma atmosfera exclusiva aqui que se revitaliza, continuamente, graças ao fato de que o entendimento coletivo de hoje é informado pelas frustrações de ontem e modificações pelas recombinações de amanhã... O aprendizado ocorre através dessas recombinações. Nenhuma outra área geográfica cria a recombinação tão eficazmente com tão poucas pertubações, Todo o tecido industrial é fortalecido por esse processo.
 Dessa forma, podemos trazer da semiótica peirceana a imortância do interpretante imediato, ou seja, algo em que o signo está apto a produzir nas mentes interpretadoras em processos de interação (inter-ação) e cooperação  (co-operação) entre pessoas e organizações em redes.

Vejo que a Semiótica de Peirce combinada com as teorias cognitivas, como a dos sistemas dinâmicos, podem contribuir para que possamos nos direcionar a um visualizar de como tais redes se articulam, principalmente pela perspectiva descritiva, analítica e interpretativa das linguagens e suas conexões.

Assim, podemos entender que uma interessante forma de interpretação, orinda dos sistemas dinâmicos, é a que se refere pela tendência da clusterização em sociedade, (como mostrado na figura ao lado) como algo que se mostra natural ao ser humano. Algo que se desenvolveu ao longo da jornada evolutiva e que se manifesta no desejo de construir grupos ou círculos onde a familiaridade tende a proporcionar  dentre outras coisas a segurança, subsistência, criatividade, ou seja, a INOVAÇÃO.

Bom, vejo que esse assunto merece muitos outros posts e assim vou tentar fazer...

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