Testando uma nova ferramenta de apresentação que privilegia a estética mais próxima de uma visão topológica e inspirado pelas excelentes apresentações da maioria de meus alunos da disciplina Tecnologia e Educação dos cursos de pós-graduação do grupo UNIS resolvi fazer uma apresentação que aborda a dicotomia entre os termos interação e interatividade aplicados na educação.
Nada mais pertinente que focar um assunto que causa confusão e que tem muitas divergências. Assunto esse que se refere à diferenciação entre Interatividade e Interação de forma contextualizada na utilização das tecnologias educacionais.
Então fique à vontade para explorar essa ferramenta interativa e se quiser poste suas mensagens aqui para que possamos praticar a interação!
Clique na seta para a direita, na base da tela de apresentação, para visualizar e analisar criticamente minhas colocações:
Dispositivos móveis na educação: Já estamos perdendo o bonde?
Se depender do que se tem escrito, principalmente fora do Brasil, sobre essa possibilidade e com o iminente advento do 3G e suas possibilidades combinadas aos dispositivos cada vez mais avançados no que diz respeito aos seus recursos, pode-se entender que a resposta para a questão inicial deste texto é sim.
Outro fator que pode ajudar nessa confirmação é o crescimento do acesso à banda larga móvel , tendo em vista que esse tipo de acesso já supera o fixo no país. Esse crescimento está ligado principalmente ao aumento nas vendas de celulares 3G, leia mais em olhardigital.uol.com.br
Contudo, vislumbrando a presente realidade em que nos inserimos frente à utilização desses dispositivos e seus recursos pode-se entender que o recurso comunicacional via pequenos textos, ou seja, o SMS, o que quer dizer Short Menssaging Service (Serviço de Mensagem Curtas), contudo, tem se mostrado como o mais utilizado no cotidiano dos mais variados perfis profissionais e pessoais.
Assim, pode-se entender que a educação está perdendo uma oportunidade de ouro, pois como Santaella (2007, p. 228) destaca:
Em processos que, de quase dois séculos para cá, têm se tornado cada vez mais intrincados, quando uma nova mídia é criada e socialmente introduzida, adotada, adaptada e absorvida, ela faz crescer em torno dela práticas e protocolos sociais, culturais, políticos, jurídicos e econômicos. Isso tem recebido o nome de “ecologia midiática” que implica a total integração de uma mídia nas interações sociais cotidianas. Embora haja uma tendência a pensar as mídias ponto a outro, elas, na realidade, alteram de modo significativo os ambientes em que vivemos e a nós mesmos como pessoas.Dessa forma, vê-se que para que a educação se mostre contextualizada com a realidade dos aprendentes, uma das formas maneiras de se integrar essa “ecologia midiática” aos processos de ensino e aprendizagem é investigar o como os aprendentes já usam, de forma natural, os recursos comunicacionais, como por exemplo seus dispositivos móveis.
Abaixo se tem alguns dados para embasar a popularidade do recurso de SMS nos dispositivos móveis (celulares):
- É fácil de ser utilizado, pois praticamente todo o mundo sabe como enviar e receber um SMS, já que se tem notícia que 53 % do planeta usa tal recurso.
- É 720 vezes mais rápido do que o e-mail. Um exemplo de sua velocidade é a utilização de SMS em áreas com possibilidade de terremotos e tsunamis como na região de San Francisco nos Estados Unidos.
- Disponíveis em todos os tipos de telefones móveis, seja a tecnologia edge, 3G ou 4G, pois não necessariamente usa a conexão à internet para operar.
- É relativamente barato, apesar de que no Brasil esse serviço poderia ser mais barato ainda.
A seguir temos algumas sugestões inspiradas em Amit Grag para a utilização do SMS em contextos educacionais (disponível em http://www.upsidelearning.com/):
- Na aprendizagem de uma segunda língua, com o envio de perguntas (nessa segunda língua) contextualizadas com notícias e acontecimentos do dia onde se podem estabelecer a prática textual na língua estudada.
- Pesquisas: Você pode usar sites como o www.polleverywhere.com para criar pesquisas istantêneas onde os aprendentes podem responder de seus telefones ou via internet. Esse recurso, contudo disponibiliza os resultados e gera relatórios.
- Realizar avaliações, pois essas podem ser feitas ao se enviar uma questão de cada vez.
- Integração com ambientes virtuais de aprendizagem (via Internet) onde se usa o SMS como ferramenta para a motivação nas participações em atividades, feedback e suporte.
Assim se observa a necessidade urgente de pesquisarmos e praticarmos por novas potencialidades (técnicas e metodológicas) na utilização dos dispositivos móveis integrados com a internet. Pois a dissolução/fusão tecnológica desses meios utilizados no cotidiano de seus usuários, já é fato em consumação, o que consolida tais recursos como ferramentas eficazes para a extensão pervasiva e ubíqua de processos cooperativos de ensino e aprendizagem.
Referência bibliográfica
SANTAELLA, L. Linguagens líquidas na era da mobilidade. São Paulo: Paulus, 2007.
Livro sobre facebook e educação
Um livro interessante sobre o facebook e a educação é o "El Proyecto Facebook y la posuniversidad. Sistemas operativos sociales y entornos abiertos de aprendizaje".
O livro se propõe não só por mapear experiências educacionais no facebook, mas também por desvelar de uma atual visão sobre as novas formas pedagógicas em alternativa às tradicionais dinâmicas de ensino e aprendizagem formais.
São abordados temas como "edupunk", trabalho colaborativo, "conectivismo", ética hacker, "rip mix and burn", sinergia em rede e outras tantas coisas que se considera como fundamental para a concepção de educação atual.
Para fazer download clique aqui Visite também o blog do projeto: http://www.proyectofacebook.com.ar/
Mapa mental - Remix na educação
Pesquisando sobre a estética do remix e mashup dentro do Design de materiais para EaD, principalmente para os cursos do grupo UNIS-MG, de graduação e pós-graduação, achei interessante construir um mapa mental com as possibilidades de utilização. Clique na figura abaixo para visualizar um mapa mental que aborda tal assunto:

Referências sobre o remix e mashup:
A estética do mashup de Randolph Aparecido de Souza"Novas (Faltas de) oportunidades: chances e angústias virtuais"Pedro Demo"
What comes after Remix? 2007 (Manovich)

Remixability and Modularity, 2005 (Manovich)New Media and Remix Culture 2003 (Manovich)Linguagens Liquidas Na Era Da Mobilidade (Lucia Santaella)

Referências sobre o remix e mashup:
A estética do mashup de Randolph Aparecido de Souza"Novas (Faltas de) oportunidades: chances e angústias virtuais"Pedro Demo"What comes after Remix? 2007 (Manovich)

Remixability and Modularity, 2005 (Manovich)New Media and Remix Culture 2003 (Manovich)Linguagens Liquidas Na Era Da Mobilidade (Lucia Santaella)
Nascem novas (velhas) tecnologias educacionais?
Pensando sobre as tecnologias no contexto educacional, e observando o foco de algumas matérias sobre algumas 'novidades' em uma feira de materiais educacionais, como mostrado no vídeo abaixo, me inspirei para essa postagem:
Assim, penso que devemos nos atentar no sentido de que essas tecnologias devem ser pensadas não como elementos ensinantes, mas sim como plataformas para a aprendizagem contextualizada com as nuances de nossa cognição. Entretanto, entendo que o que vemos no vídeo acima nos direciona a pensar que a tecnologia na educação é muito mais que repetir velhas práticas com novos meios. Uma charge interessante e que critica essa situação é:
Dessa maneira emerge uma questão: Onde estão as ferramentas de ensino e aprendizagem cooperativas?
Assim questiono, pois a cooperação, que se tem mostrado o principal elemento suportado pelas tecnologias em evidência fora dos limites dos contextos educacionais, deve ser ponto fundamental para o pensar não só em como devemos utilizar estas ferramentas. A cooperação se te mostrado como algo que está presente em nosso tempo e até significando-o (ao chamarmos nossa era de era da cooperação).
Assim observamos o que muitos pensadores da educação tem nos mostrado e que necessita de percebermos que tais tecnologias estão cada vez mais cumprindo um papel de destaque nas formas de ensinar e aprender. Mas não assumindo para si a responsabilidade do ensinar. Nesse sentido podemos, contudo, conceber outra importante reflexão: Estão as tecnologias mudando radicalmente as formas de aprender e ensinar ou é a educação que se mostra insere frente às mudanças de nossa realidade?
Nós, educadores somos provocados, entretanto, a sempre pensar para além do ensinar, mas em proporcionarmos que nossos aprendentes aprendam a aprender, aprendam o que virá, pois se nos estagnarmos em metodologias e conteúdos fixos estamos fadados a praticarmos uma educação descompassada com a realidade que se mostra altamente dinâmica.
Vemos assim que pensar educação se mostra cada vez mais como um ato de trangrassão de paradgimas, ou seja, um constante (re)significar a educação sempre na direção do desenvolvimento e manutenção da capacidade crítica de todos os envolvidos no processo educacional. Mas fundamentalmente, entendemos que devemos contemplar nos projetos pedagógicos e planos de aula, de forma inerente, a criticidade dentro de todos os objetivos gerais e específicos.
Então, podemos entender sempre que tudo o que discutimos em artigos, livros, eventos deverá ser visto como uma grande provocação em nossa prática pedagógica contextualizada com a dinamicidade tecnológica de nossa realidade.
Assim, penso que devemos nos atentar no sentido de que essas tecnologias devem ser pensadas não como elementos ensinantes, mas sim como plataformas para a aprendizagem contextualizada com as nuances de nossa cognição. Entretanto, entendo que o que vemos no vídeo acima nos direciona a pensar que a tecnologia na educação é muito mais que repetir velhas práticas com novos meios. Uma charge interessante e que critica essa situação é:
Dessa maneira emerge uma questão: Onde estão as ferramentas de ensino e aprendizagem cooperativas?
Assim questiono, pois a cooperação, que se tem mostrado o principal elemento suportado pelas tecnologias em evidência fora dos limites dos contextos educacionais, deve ser ponto fundamental para o pensar não só em como devemos utilizar estas ferramentas. A cooperação se te mostrado como algo que está presente em nosso tempo e até significando-o (ao chamarmos nossa era de era da cooperação).
Assim observamos o que muitos pensadores da educação tem nos mostrado e que necessita de percebermos que tais tecnologias estão cada vez mais cumprindo um papel de destaque nas formas de ensinar e aprender. Mas não assumindo para si a responsabilidade do ensinar. Nesse sentido podemos, contudo, conceber outra importante reflexão: Estão as tecnologias mudando radicalmente as formas de aprender e ensinar ou é a educação que se mostra insere frente às mudanças de nossa realidade?
Nós, educadores somos provocados, entretanto, a sempre pensar para além do ensinar, mas em proporcionarmos que nossos aprendentes aprendam a aprender, aprendam o que virá, pois se nos estagnarmos em metodologias e conteúdos fixos estamos fadados a praticarmos uma educação descompassada com a realidade que se mostra altamente dinâmica.
Vemos assim que pensar educação se mostra cada vez mais como um ato de trangrassão de paradgimas, ou seja, um constante (re)significar a educação sempre na direção do desenvolvimento e manutenção da capacidade crítica de todos os envolvidos no processo educacional. Mas fundamentalmente, entendemos que devemos contemplar nos projetos pedagógicos e planos de aula, de forma inerente, a criticidade dentro de todos os objetivos gerais e específicos.
Então, podemos entender sempre que tudo o que discutimos em artigos, livros, eventos deverá ser visto como uma grande provocação em nossa prática pedagógica contextualizada com a dinamicidade tecnológica de nossa realidade.
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