Antoni Zabala

Para quem trabalha com educação, entender as diferenças e interseções entre ensino e aprendizagem se mostra como algo constantemente instigador. Um grande pensador que aborda tal assunto é o professor Antoni Zabala.

Assim, dentro de contextos de educação através de recursos tecnológicos, essa abordagem deve estar sempre presente no pensar e praticar, ou seja, a práxis educacional.

Alguns pontos interessantes, dentre tantos outros que se pode levantar ao se ler esse autor, são:
- a diferenciação de educador e professor
- a transgressão do saber pelo saber
- a busca por um processo de ensino e aprendizagem que vise os vários âmbitos da vida do aprendente
- a busca por uma escola que eduque além de ensinar
- o currículo escolar pensado através do pensamento complexo e da teoria geral dos sistemas

Dessa forma vale muito apena ler esse grande autor neste vídeo e em suas obras relacionadas abaixo:



Livros interessantes!!!!!


Mais informações sobre esses livros visite: http://www.planetanews.com/autor/ANTONI%20ZABALA

Ressignificar é preciso!


Lendo a notícia de que o governo indiano propôs no dia 22 de julho, fico ainda mais propenso a pensar que as editoras de livros científicos e materiais didáticos devem urgentemente (re)pensar e rapidamente agir com uma resignificação de seus negócios. Isso sem falar nas corporações produtoras de cadernos.

O prenúncio se dá devido ao tablet que será usado por estudantes indianos no ano que vem. Custando em torno de US$ 35 e podendo chegar a US$ 17 esse instrumento móvel pode, assim, abarcar a função do caderno (para anotações, realização de exercícios, atividades e desenhos...), do computador (na navegação em sites da internet, construção de documentos nas nuvens de forma cooperativa, interação em redes sociais e chats que tratam de temas trabalhados em sala...) e livros e outros materiais didáticos (objetos de aprendizagem, games, aplicativos educacionais da web 2.0).


Isso sem falar na ação do governo federal do Brasil de, nesta sexta-feira 23 de julho de 2010, oficialmente prover banda larga, infraestrutura de rede sem fio e capacitação docente para as escolas participantes do Prouca (Programa Um Computador por Aluno).

Assim vemos que além da entrada definitiva da tecnologia nas escolas a mobilidade tende a nos fazer pensar sobre a ressignificação dos limites das atividades educacionais em sala de aula. Pervasividade e ubiquidade assim devem ser contempladas nos pensares educacionais com grande peso e que nos provoca a repensarmos os limites e intersecções dos processos educacionais formais, informais e não formais.

Acho que além de capacitações, o que vemos em uma escola chamada de Escola da Ponte e tudo o que os pensadores da EaD, tecnologias da inteligência e a teoria da complexidade, podem nos inspirar metodológicamente para uma ressignificação da práxis educacional que urge em uma realidade que já já está aqui.

Obs.: ficou interessado(a) em saber mais sobre a Escola da Ponte? Então clique aqui para ver um vídeo sobre essa fascinante escola portuguesa!

Mídias locativas na educação

Atualmente, em minha pesquisa, estou em busca das potencialidades de alguns recursos comunicacionais, com natureza cooperativa, e que se prestem como ferramentas de extensão de sala de aula no sentido da ubiquidade e pervasividade do processo de ensino e aprendizagem.

Lembrando que a sala de aula aqui é entendida tanto em seu formato tradicional (físico) quanto os ambientes virtuais de aprendizagem (AVAs).

Assim, observa-se que mídias locativas e suas quatro funções podem ser utilizadas para tal tipo de aprendizagem cooperativa, em comunidades formais e informais de aprendizagem, principalmente, tendo em vista que tais mídias tendem ao estabelecimento de interação móvel.

Os aparatos tecnológicos que atualmente estão se mostrando aptos a suportarem tais atribuições de construção cooperativas ubíquas e pervasivas, em minha visão, são: telefones celulares, GPS, lap e palmtops em redes Wi-Fi, bluetooth, 3G e 4G.

Dessa forma tenho observado que a realidade aumentada móvel, o mapeamento e monitoramento de mobilidade, os geotags (tal como mostrados no google maps) e a indexação de mensagens SMS, MMS, vídeo, foto dentre outras, se mostram  como funções interessantes para a aprendizagem cooperativa ubíqua e pervasiva.


Para provocar reflexões por sobre a aplicação de tais recursos na educação, abaixo temos dois exemplos de tais atribuições:






 Para pensar ainda mais sobre esse assunto, um interessante artigo é o "Na trilha do educando" e as recentes ações de operadoras p/ dar acesso ilimitado às redes sociais.

O último universalista da disciplina matemática

A noventa e oito anos que o mundo perdeu um grande pensador que precisamos, na atualidade. Esse a que me refiro é o matemático, físico e filósofo da ciência o francês Jules Henri Poincaré (1854-1912).

Esse grande pensador conjecturou um dos problemas mais desafiantes da topologia algébrica e que desafiou por mais de um século vários teóricos, pois apenas em 2003 o matemático russo Grigory Perelman conseguiu resolver tal problema.

Pesquisou em diferentes campos como na mecânica celestial, na mecânica dos fluidos, na óptica, na eletricidade, na telegrafia. Abordou assuntos como a capilaridade, a elasticidade, a termodinâmica, a teoria potencial, a mecânica quântica, a teoria da relatividade e a cosmologia.

Contudo, para mim, o seu grande feito foi ser o pioneiro a considerar a possibilidade de caos num sistema determinístico. Esse feito foi baseado em seu trabalho sobre órbitas planetárias, que, apesar de ter tido pouco interesse na época, foi decisivo para os estudos modernos da teoria do caos e o funcionamento de sistemas complexos e dinâmicos. meados da década de 1960.

Para quem quer entender as redes, tão presentes em nossos dias com os meios tecnológicos, e a complexidade que nos cerca, vale pesquisar mais sobre seus feitos.

Então vale essa dica de estudo que também estou abraçando para a minha pesquisa no mestrado.