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Considerações sobre gerações baby boomers, X, Y e Z na educação

Os perfis dos profissionais são pontos muito importantes a serem considerados por quem quer repensar a educação sob um novo paradigma. Acho que isso é tentar rever o ensino e a aprendizagem a partir da realidade dos sujeitos e dos ambientes profissionais de hoje em dia.

Entender ou pelo menos tentar entender os perfis das gerações de então pode ser bem interessante para podermos pensar que conceitos como just in time, just for me e just for all, devem ser contemplados em nossos planejamentos e desenvolvimento de aulas.

Outro ponto interessante para reflexão por sobre tais perfis é como podemos utilizar as tecnologias na educação de forma coerente, ou seja, como meio e não fim para um processo de ensino e aprendizagem que contemple por uma visão eco-sistêmica que a complexidade pode nos oferecer.

Uma série de reportagens do Jornal da Globo se mostra muito interessante para termos uma panorâmica sobre como essas gerações se comportam e se articulam na realidade profissional.

Para visualizar a página com todas as reportagens clique aqui.

O Método - a natureza da natureza (Edgar Morin)

Lendo essa obra, estou cada vez mais fascinado com a teoria da complexidade e a maneira como Morin a tece.

Sua intenção de não buscar por um conhecimento geral nem por uma teoria unitária, entendendo que tal teoria (a unitária), entretanto, escamoteia simploriamente as dificuldades do conhecimento, mostra que Morin, dessa forma, evita a disjunção entre os saberes separados. Assim, Morin (1977, p.18) destaca que essa teoria unitária:
(...) para evitar a disjunção entre os saberes separados, obedece a uma sobressimplificação redutora, amarrando o universo inteiro a uma única fórmula lógica. De fato, a pobreza de todas as tentativas unitárias, de todas as respostas globais, confirma a ciência disciplinar na resignação do luto. Assim, a escolha não se situa entre o saber particular, preciso, limitado, e a ideia geral abstracta. Situa-se entre o luto e a investigação dum método capaz de articular aquilo que está separado e de unir aquilo que está dissociado. (MORIN, 1977, p.18)
Outra ideia que corrobora com essa articulação - daquilo que está separado com aquilo que está dissociado - é a circularidade, pois essa recusa a redução de algo complexo de forma multiladora. Dessa forma, Morin entende a não dominância de um ou mais conceitos frente a outros existentes, por exemplo onde a matéria, o espírito, a energia, a informação, a luta de classes, dentre outros e que são vistos de forma equipotente.


Dessa forma, Morin recusa o discurso linear como ponto de partida e fim, pois percebe que com a recusa de uma simplificação abstrata das coisas. Pois entende que é fundamental respeitar as condições objetivas do conhecimento humano, que comporta sempre, algures, paradoxo lógico, ou seja, a incerteza. Assim, Morin concebe a incerteza como uma provisão para o seguinte caminho da dúvida:
(...) a dúvida sobre a dúvida dá à dúvida uma dimensão nova, a dimensão da reflexividade; a dúvida pela qual o sujeito se interroga sobre as condições de emergência e de existência do seu próprio pensamento constitui, desde então, um pensamento potencialmente relativista, relacionista e autocognoscente. Enfim, a aceitação da confusão pode tornar-se um modo de resistir à simplificação mutiladora. E certo que nos falta o método à partida; mas, pelo menos, podemos dispor do antimétodo, onde a ignorância, a incerteza e a confusão se tornam virtudes. (MORIN, 1977, p.19)
Daí a importância de se conservar tal circularidade, já que essa alimenta a associação de duas ou mais proposições, reconhecidas como verdadeiras, e que mesmo sendo essas isoladas, abrem, todavia, a possibilidade de conceber estas duas verdades como as duas faces duma verdade complexa.

Com essa verdade podemos melhor entender os conceitos cunhados por Morin por operadores de complexidade, que são três:

Operador dialógico
O operador dialógico e não dialético, como Morin chama a atenção, pois se trata da não existência de uma síntese. Consiste assim por um envolver, entrelaçar coisas que aparentemente estão separadas como a razão e a emoção, o sensível e o inteligível, o real e o imaginário, a razão e os mitos, a ciência e a arte.

O operador recursivo
Que trata principalmente do fato de que, ao contrário da concepção de que uma causa A produz um efeito B, uma causa produz um efeito, que por sua vez produz uma causa e assim por diante. O que remeta ao conceito de circularidade, onde se abre a possibilidade dum conhecimento que reflita sobre si mesmo como nos indica o cogito cartesiano, que entende que o sujeito surge no e pelo movimento reflexivo do pensamento sobre o pensamento.

O operador hologramático
Que aborda situações em que não há porque separar a parte do todo, pois a parte está no todo, assim como o todo está na parte. Onde se cultiva a ideia de totalidade.

Indo ao encontro da concepção peirceana de que interpretar é traduzir um pensamento em outro pensamento num movimento espiral. Pois só se pensa um pensamento através de outro pensamento, vejo que o conceito criado em 1979 por Mandelbrot pode muito significar tais operadores.

Mandelbrot criou o conjunto produzido por processos interativos onde as partes se relacionam com o todo de forma hologramática como podemos observar no seguinte vídeo:

 


Assim vejo que esse é um importante autor para que se possa repensar a Educação em nossos dias.

Referências
MORIN,  Edgar.  O  Método  I: a  natureza  da  natureza.  2ª  ed.  Tradução:  M.  G.  de  Bragança. Portugal, Europa – América, 1977.

Games (em contextos educacionais) Ubíquos

Essa é uma apresentação para o seminário que irei participar no programa de mestrado TIDD da PUC-SP na disciplina Redes e Tecnologia em Gestão do Conhecimento conduzida pelo professor Dr. Alexandre Campos Silva.


Linked - A Nova Ciência dos Networks

Acabo de ler o livro Linked - A Nova Ciência dos Networks de Albert-László Barabási. Esse livro do professor Emil T. Hofman de física na Universidade de Notre Dame e pesquisador de networks complexas, está sendo muito interessante para me direcionar ao entender das dinâmicas das redes.

Que as redes se fazem presentes em nossa vida em organismos vivos, corporações, relações interpessoais, sistema de distribuição de energia, na diagramação de um chip, no metabolismo de uma célula, na condição física e informacional da internet, nas relações profissionais em qualquer ramo, nas conexões entre citações em trabalhos científicos, na economia a ponto de entendermos que nossa sociedade è uma rede, é fato!

Mas entender como essa rede funciona, se desenvolve, se articula, é algo que esse livro muito bem pode nos direcionar. Assim, Barabási aborda como os nós, links (conexões) e hubs se articulam dinamicamente como sistemas complexos.

Com essa leitura pode-se entender que as redes se comportam como parte da realidade que forma um todo organizado composto por elementos inter-relacionados. Que as redes possuem realmente um comportamento de difícil previsibilidade devido a dinâmicas organizacionais não lineares.

Barabási também destaca que os sites dessa rede apresentam propriedades matemáticas que dependem de três condições para ocorrer:

1. A primeira é que a rede tem de se expandir, crescer. Tal condição de crescimento é muito importante, assim como a ideia de emergência que a acompanha. Está em constante evolução e adaptação e existe acentuadamente com a rede (www).

2. A segunda refere-se a conexões preferenciais, ou seja, novos integrantes vão querer ligar-se a hubs, que participam da rede com mais conexões.

3. A terceira denomina-se aptidão competitiva, que, em termos de rede, implica sua taxa de atração. Algo que vai além da hierarquia imposta pela antiguidade de um nó, pois nem sempre o nó mais antigo se mostra o mais apto a se transformar em um hub.

Outro ponto interessante que o autor toca é que as redes se mostram na verdade de acordo com a lei de potência, o que remete à topologia sem escala e ao efeito cauda longa trabalhado por Chis Anderson em sua obra. O que desmistifica a aleatoriedade desses sistemas.

Assim essa obra desvela por importantes leis da cortografia das redes e permite que seja possível esboçar mapas dessas que se mostram como sistemas dinâmicos e complexos.

Para quem já leu o livro, temos uma interessante apresentação. Contudo, essa apresentação serve também como panomara geral para quem quer decidir por mergulhar nesse mundo retratado tão bem por Barabási. Vale a pena checar:

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