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A área musical e o curso de graduação do Unis-MG

A realidade do profissional da música hoje

Hoje vivemos uma realidade em que a profissão de músico apresenta muita oportunidades profissionais. Já faz muito tempo que essa atividade traz várias opções de trabalho para quem está devidamente capacitado.
Além dos setores tradicionais, como orquestras, bandas, grupos de música popular e de jazz, corais, novos campos demandam cada vez mais por profissionais capacitados. Essas áreas são, dentre outras, as de propaganda, trilha sonora para cinema e teatro, multimídia, rádio, TV, internet, estúdios de gravação, e também a medicina, psicologia e assistência social.


Novas oportunidades para os profissionais da música

Mas uma área de atuação que tem mostrado uma grande procura de profissionais é sem dúvida a área da educação musical. Pois se vê, na atualidade, a tendência cada vez mais forte de as escolas e projetos sociais utilizarem a música como um elemento de altíssimo valor para a construção de cidadania e formação global dos sujeitos.

O curso de Música do Unis-MG 

Nesse sentido, o Unis-MG acaba de aprovar o seu curso de graduação em música. Um curso que oferece uma formação ampla, para todas essas possibilidades de atuação do músico, mas focando nessas novas perspectivas para o trabalho do professor de música.

Esse curso se mostra, contudo, estruturado para atender a grande demanda de professores ocasionada pela aprovação do projeto de lei que altera a Lei de Diretrizes Básicas da Educação e que inclui a música como conteúdo obrigatório do ensino das artes para a educação infantil e o ensino fundamental e médio. Um curso que capacita e proporciona a devida titulação do professor para atender a grande maioria de editais para o preenchimento de vagas de professores da rede pública e particular de escolas de nosso país. 

Um curso que converge qualidades

Um curso que acontecerá na modalidade de Educação a Distância (EaD) com momentos presenciais. Onde se tem o melhor do presencial, como o face a face entre professores e alunos, de forma integrada com o melhor da EaD, ou seja, com a flexibilidade de tempo, espaço e as novas tecnologias utilizadas por essa modalidade inovadora de educação.

Um curso no Melhor Centro Universitário de Minas

Assim, esse curso de  licenciatura em Música nasce no melhor centro universitário de MG – o Unis-MG – segundo a avaliação do Ministério da Educação (MEC). Uma instituição com tradição em desenvolver cursos com alta qualidade na modalidade de  EaD visto que seus cursos ficaram entre os melhores do Brasil quando avaliados no ENADE - MEC.

Como se pode aprender através de dispositivos moveis?

De acordo com um recente estudo realizado pela Ericsson, fabricante de celulares, até 2015, 80% das pessoas que acessam a Internet irão navegar na Web a partir de dispositivos móveis. Tudo indica que o acesso a Internet por dispositivos móveis vai superar o acesso feito através computadores em menos de dois anos.

Esta mudança na forma de conexão com a Internet se mostra, quase que certamente, devido a convergência de três tendências:
  • o crescente número de dispositivos móveis que possibilitam tal acesso
  • o aplicativos e conteúdo da Web cada vez mais adaptados a tais dispositivos e 
  • o contínuo desenvolvimento das redes sem fio que suportam tais conectividades.
Que os dispositivos móveis são, na atualidade, os que mais encarnam a chamada convergência tecnológica, não há dúvida. Mas o que precisamos buscar, enquanto educadores e pesquisadores da área educacional, é o como podemos usar tais recursos convergentes em um só aparelho em favor de um processo de ensino e aprendizagem. Um processo contextualizado como a realidade dos atuais estudantes e futuros profissionais e cidadãos.


Assim, devemos refletir-agir-refletir urgentemente em como utilizar, de maneira inovadora e contextualizada com a sociedade da informação e colaboração, recursos como:
  • os da Web 2.0 como os construtores e editores colaborativos de arquivos online, 
  • os blogs, vlogs (Vídeoblogs), flogs (Fotoblogs),
  • os presentes nas redes sociais, como o Twitter, Facebook, Orkut, YouTube, 
  • os leitores de livros eletrônicos, 
  • as ferramentas de anotação,  
  • os GPS e bússolas,
  • os acelerômetros e sensores de movimento e
  • os de captura e edição de som, vídeo imagem. 
Assim vemos todos os dias que, como essas, muitas outras funcionalidades em dispositivos móveis vêm sendo desenvolvidas em um ritmo extremamente acelerado. Não obstante, vemos que os potenciais da computação móvel frete às possibilidades de aprendizagem já estão sendo explorados em vários projetos de pesquisa em nível de pós-graduação bem como em literatura específica. 

Contudo, tenho percebido que em tais pesquisas e literatura, quando abordam o como aprendemos com tais recursos na atualidade, as considerações tendem sempre a ser relacionadas à prática do ensino. Isso pode evidenciar a concepção velada de que aprendizagem só pode ocorrer dentro do contexto formal das escolas do sistema educacional e não formal como nas aulas particulares de idiomas, música dentre outras semelhantes. Assim lanço uma questão: a aprendizagem informal, não poderia nos oferecer bons subsídios para repensarmos em como os estudantes podem aprender com tais recursos tecnológicos móveis?

Aí vejo que os recursos presentes nos dispositivos móveis, quando se mostram plataformas comunicacionais inerentes ao cotidiano de nossos estudantes, podem e devem ser concebidas para além do ensino expositivista das tendências pedagógicas tradicionais. Usar a tecnologia móvel como quadros negros mais sofisticados e remotos, iPads como apostilas com recursos multimidiáticos mas que se prestam apenas à transferência e averiguação de conteúdos nos aprendentes e o YouTube como um vídeo cassete on-line móvel, onde os alunos são vistos apenas como receptores, não nos faz inovadores. Na verdade, se trabalharmos como os dispositivos móveis dessa maneira estaremos apenas repetindo práticas de ensino tradicionais de forma mais, digamos, “perfumada”.

Um vídeo interessante que nos mostra de forma alegórica o que quero dizer é:



Assim, vemos que estamos frente a um bom desafio: o da inovação não proporcionada pela simples adoção dos recursos que os dispositivos móveis nos oferecem. Estamos, na verdade, frente a um desafio de inovação da práxis educacional suportada por recursos comunicacionais. Recursos que cada vez mais se mostram libertos das telas dos desktops no sentido da presença dos espaços físicos de nossa realidade atual.

    Considerações sobre gerações baby boomers, X, Y e Z na educação

    Os perfis dos profissionais são pontos muito importantes a serem considerados por quem quer repensar a educação sob um novo paradigma. Acho que isso é tentar rever o ensino e a aprendizagem a partir da realidade dos sujeitos e dos ambientes profissionais de hoje em dia.

    Entender ou pelo menos tentar entender os perfis das gerações de então pode ser bem interessante para podermos pensar que conceitos como just in time, just for me e just for all, devem ser contemplados em nossos planejamentos e desenvolvimento de aulas.

    Outro ponto interessante para reflexão por sobre tais perfis é como podemos utilizar as tecnologias na educação de forma coerente, ou seja, como meio e não fim para um processo de ensino e aprendizagem que contemple por uma visão eco-sistêmica que a complexidade pode nos oferecer.

    Uma série de reportagens do Jornal da Globo se mostra muito interessante para termos uma panorâmica sobre como essas gerações se comportam e se articulam na realidade profissional.

    Para visualizar a página com todas as reportagens clique aqui.

    MATRIZ DE ATIVIDADES: Um Instrumento proposto para o Design Educacional aberto de cursos na modalidade de EaD online cooperativa



    Neste trabalho, apresentado no 2º congresso do UNIS, proponho o analisar da ação do profissional denominado por Designer educacional com um enfoque na modalidade de Educação a Distância online cooperativa, ou seja, realizada por meio de ferramentas das tecnologias de informação e comunicação desenvolvidas por meio da Internet em ambientes virtuais de aprendizagem. 

    Objetivo o pensar do planejamento a um processo de ensino e aprendizagem com base na construção dos saberes e fazeres pelo aprendente por meio da sócio-interação como outros sujeitos. 

    Por meio de trabalho interdisciplinar entre o designer educacional com o professor autor-tutor do curso, vislumbro a importância da utilização contextual de uma ferramenta específica para projetos educacionais. Essa ferramenta é a matriz de atividades e que tende, como aqui vislumbrada, apoiar o design educacional de cursos online onde se entende a tecnologia não como um elemento ensinante, mas um meio de suporte para a sócio-construção dos conhecimentos dos aprendentes pelos aprendentes mediados por docentes.


    Para visualizar o artigo e fazer download clique aqui.

    O CHAT NA EAD ON-LINE: Uma potencial ferramenta para o favorecimento da discussão e participação através de dinâmicas de grupo


    Esse é um artigo que escrevi quando terminei uma pós-graduação em Docência na EaD pelo UNIS. Neste trabalho, apresentado no 2º congresso do UNIS, apresento uma reflexão sobre a ferramenta chat, dentro das perspectivas pedagógicas da educação a distância (EaD) suportada pelas tecnologias da informação e comunicação (TIC). 

    Por meio de identificações de suas características e recursos ferramentais; e confrontando com algumas tendências funcionais que tal modalidade educacional trilhou e vem se direcionando, objetivao aqui, a um despertar no leitor, por um olhar crítico e projetivo frente às potencialidades de desenvolvimento metodológico em atividades colaborativas baseadas sobre tal ferramenta – o chat.  

    Essa ferramenta inerente à constituição dos ambientes virtuais de aprendizagem e usadas nessa modalidade educacional, aqui é vislumbrada como uma plataforma para a sustentação de atividades em prol do estabelecimento e manutenção do processo de ensino-aprendizagem. 

    Contudo, intento a um ir além dos usos simplificados que muitas vezes ao chat são atribuídos. Usos esses tais como o de bate-papo informal ou ainda o de tira-dúvidas, pois vejo que tal ferramenta pode e deve ser vista como potencial sustentáculo para uma aprendizagem ao mesmo tempo autônoma e colaborativa – característica tão evidenciada pela EaD nos dias de hoje. 

    Para visualizar e fazer download do trabalho clique aqui.

    EDU 2.0

    O EDU 2.0 na linha do BlackBoard e o Moodle é um LMS que promete alguns diferenciais:
    • O primeiro deles  é que professores podem compartilhar os seus planos de aula, quizes, vídeos, experimentos e outros recursos em uma biblioteca compartilhada que atualmente apresenta mais de 15.000 itens. 
    • O segundo, é que esse AVA se mostra como uma comunidade que permite professores e estudantes colaborarem em rede com outros membros que compartilham os mesmos interesses educativos. 
    • E terceiro é que tudo está gratuitamente nas nuvens (em cloud computing), ou seja, é uma ferramenta da Web 2.0.
    O fundador da desenvolvedora - The Mind Electric - quem tem raízes na educação, descreve que o  EDU 2.0 está baseado em um viés denominado com “um trabalho do amor”. Isto significa o acesso gratuito a algumas ferramentas como um caderno on-line, quizzes customizados, fóruns de discussão, sala de chat, blogs educacionais dentre outras.

    Há também a possibilidade de se criar uma rede intercambiando diferentes escolas, transgredindo assim alguns limites físicos do vigente paradigma educacional.

    Aprendizagem significativa

    Lendo sobre Ausubel e sua teoria, fiz aqui um mapa conceitual que abarca os três tipos básicos de aprendizagem significativa:
    Aprendizagem significativa


    Um bom livro que aborda esse tema:

    EAD na era líquida e móvel

    Lendo um post "Educação a distância na era da mobilidade" do site Universo EaD do Senac São Paulo comecei a pensar em como a ubiquidade e a pervasividade estão eminentemente à nossa porta. Tendo em vista que a Educação a Distância já é uma prática quase consolidada no Brasil, tanto nos cursos de educação formal, quanto nos profissionais. Embaso essa impressão segundo os dados divulgado no site supra citado onde no Brasil, 640 organizações – entre universidades públicas e privadas, além de empresas – têm iniciativas regulares de EaD implementadas.

    E o que mais me chama a atenção é a previsão de que em 2015 o mercado norte-americano de serviços e soluções educacionais móveis deverá crescer mais de 20% ao ano. Dentre tais soluções estão presentes nos diversos dispositivos utilizados como smartphones, PDAs, tocadores como iPods e MP3 Players em geral, além de netbooks, consoles de games que oferecem acesso à Web e os que permitem o uso de cartões de memória ou leitores de discos ópticos. Toda essa gama de possibilidades me faz pensar que os educadores devem se ligar (literalmente), tecno e metodológicamente o quanto antes, pois os alunos se não o estão no momento, já já estarão.

    Assim vale a atenção às práticas educacionais nesse liquefeito e sempre  autopoiético contexto, pois essas deves ser constantemente repensadas. Tal intento reflexivo se aninha ao que Santaella, no artigo A ecologia pluralista das midias locativas, entende que quando uma interface móvel sabe onde se encontra no espaço físico, ela automaticamente adquire um significado diferente de dispositivos comunicacionais fixos, pois uma de suas funções principais se torna a presença pervasiva e ubíqua em espaços físicos. A capacidade de conexão com a Internet adicionada aos sistemas de posicionamento permite que os usuários tenham uma relação única tanto com o espaço físico, quanto com a internet (Souza e Silva ibid.: 47). 

    iTunes U - Apple e Educação

    Lendo o post do Caudalonga’s Blog que enfoca a ação da Apple na disponibilização de conteúdo universitário gratuito com os iPhones e IPods. São mais de 350 mil arquivos e que já atingiu mais de 300 milhões de downloads, o que se mostra como uma tendência irreversível. 
    Quem tiver visão de futuro, ou melhor, de presente, deve se atentar para ações como essa, pois já estamos vivendo cada vez mais em nossa realidade, aqui no Brasil em constante crescimento,  a cultura convergência. Vide as ações das operadoras de celular em oferecer acesso à internet em aparelhos tipo smartphones simplificados e o plano nacional de banda larga.
     Destaco alguns exemplos similares a este e que são:
    O do governo indiano que apresentou recentemente um tablet que será usado por estudantes a partir do ano que vem. O aparelho portátil, semelhante ao iPad, da Apple, custará em torno de US$ 35
    O do YouTube EDU  onde se pode assistir a aulas e palestras de mais de 300 colégios e universidades americanas de graça! E o melhor: com possibilidade de Closed Caption
     O da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford que adotou o iPad como ferramenta educacional
     Vejo que os alunos, principalmente os nativos digitais (0-19 anos) e os imigrantes híbridos (20-29 anos) já vivem isso de forma natural, porém vejo a necessidade de ações para incluir os chamados imigrantes digitais (de 30 anos em diante), pois são eles as principais barreiras para tal convergência, já que os atuais professores estão, em sua maioria, dentro desse perfil.
     Contudo, o oferecimento de formação continuada e contextualizada com tais recursos se mostra algo cada vez mais urgente.

    Articulando o Associacionismo e o Construtivismo

    Lendo o livro Aprendizes e Mestres de Pozo (2002), me deparei com uma maneira muito interessante de encarar a cognição em processos de ensino e aprendizagem de uma forma madura e bem embasada. O autor aborda as teorias da aprendizagem desde a associação até a construção de forma articulada, sem radicalismos paradigmáticos.

    Pozo (2002) destaca que os processos cognitivos constituem um sistema em interação, em que a função dinâmica e adaptativa da aprendizagem torna possível a modificação funcional, se não estrutural, do restante dos processos. Contudo o mais interessante é que o autor destaca que essa função adaptativa da aprendizagem se dá através de dois processos que apesar de diferentes, se mostram complementares e totalmente articulados, ou seja, um como continuação ao outro.

    O primeiro processo é o da aprendizagem associativa (implícita), do qual compartilhamos com muitas outras espécies animais. O outro sistema é o de aprendizagem construtiva (explícita), de natureza reestruturante e complexa e que se mostra como uma das características que mais nos destaca de outras espécies animais.

    Um bom exemplo que me veio a mente na leitura desse capítulo é o que estou fazendo neste exato momento da escrita deste post. Quando, estamos escrevendo estamos usando os fazeres adquiridos com ambas as duas aprendizagens: a digitação e o processo de construção textual.

    A digitação, que normalmente:
    • se dá através de uma ação automática;
    • mal consome atenção, pois não exigem esforço consciente;
    • é aprendido por treinamento repetitivo e que se mostra, quando executados, idênticos (com poucas discrepâncias) à ação usada para a aprendizagem;
    • é normalmente executado em condições adversas
    • implica na possibilidade de se executar outra atividade simultaneamente, sem prejuízo, ou seja, ao digitarmos não pensamos nas teclas e suas posições. Apenas nos dedicamos à tarefa de construção do texto.
    A construção do texto:
    • não se dá através de uma ação automática;
    • consome atenção, pois exigem esforço consciente;
    • não é aprendido por treinamento repetitivo, pois nunca é executado de forma exatamente idêntica à ação usada para a aprendizagem;
    • não é executável em condições adversas
    • implica na possibilidade de se executar outra atividade simultaneamente, se e apenas se essa outra atividade dê como uma ação automática como acontece quando escrevemos um texto como esse, ao digitarmo-lo com fluência.
    Essa forma de articulação entre o associacionismo e o construtivismo faz-nos pensar em uma aplicação, de forma reflexiva e crítica, das ferramentas usadas em ambientes virtuais de ensino e aprendizagem de forma contextualizada com os saberes e fazeres almejados no processo de ensino e aprendizagem. E aqui me pergunto: não seria a falta dessa articulação a grande deflagradora do fracasso de programas educacionais?

    Para que se possa usar tal articulação, vejo a importância da utilização de indicadores específicos de cada viés educacional, para que se possa detectar o como usar as ferramentas de forma contextualizada metodologicamente. Exemplo: um fórum para a aprendizagem de um procedimento técnico em um instrumento musical, não é o mais recomendado. Tampouco a utilização de recursos e-Learning tipo os utilizados em padrão SCORM em Computer e/ou Web Based Training para a construção critico-reflexivo de conceitos filosóficos.

    Referência:

    Pozo, J. I. Aprendizes e mestres: a nova cultura da aprendizagem; trad. Emani Rosa - Porto Alegre: Artmed 2002.

    PodCasts em ambientes virtuais de ensino e aprendizagem

    Aqui está um podcast que fiz para o SABE (sistema aberto de educação) do UNIS (Centro Univerditário do Sul de Minas), onde abordo algumas potencialidades dessa ferramenta em contextos educacionais. Realmente é algo que pode ampliar congnitivamente as propostas colaborativas na educação, no mundo corporativo e em outras áreas!

    .

    MATRIZ DE ATIVIDADES: Um Instrumento proposto para o Design Educacional aberto de cursos na modalidade de EaD online cooperativa

    Hoje, defendi o trabalho de conclusão de curso em nível de pós-graduação (lato sensu) pela GEPOS (Unidade de pós graduação do UNIS)  , onde abordei uma proposta para a utilização da ferramenta Matriz de Atividades em pról de um Design Educacional aberto de cursos na modalidade de EaD online cooperativa.

    Neste trabalho, propus o analisar da ação do profissional denominado por Designer educacional com um enfoque na modalidade de Educação a Distância online cooperativa, ou seja, realizada por meio de ferramentas das tecnologias de informação e comunicação desenvolvidas por meio da Internet em ambientes virtuais de ensino e aprendizagem.

    Objetivo pelo pensar do planejamento de um processo de ensino e aprendizagem com base na construção dos saberes e fazeres pelo aprendente por meio da sócio-interação como outros sujeitos.

    Assim, por meio de trabalho interdisciplinar entre o designer educacional com o professor autor-tutor do curso, destaquei a importância da utilização contextual de uma ferramenta específica para projetos educacionais.

    Dessa forma me direcionei a entender que essa ferramenta - a matriz de atividades - tende ao apoiar o design educacional de cursos online onde se entende a tecnologia não como um elemento ensinante, mas um meio de suporte para a sócio-construção dos conhecimentos dos aprendentes pelos aprendentes mediados por docentes.

    Para visualizar e fazer download do artigo clique aqui.

    Gestão do conhecimento em uma Big Band ?!?

    Algo que pode contribuir para comunidades de ensino e aprendizagem, sejam virtuais ou físicos são os conceitos de gestão do conhecimento, tão utilizados em meios corporativos. Assim vejo que uma big band em ação é algo que tende a nos mostrar muitos pontos a serem aproveitados!

    Dessa forma vejo tal aproveitamento segundo a semiótica peirceana, já que essa destaca que compreender, interpretar é traduzir um pensamento em outro pensamento num movimento espiral. Pois só se pensa um pensamento através de outro pensamento. Assim, compartilho aqui o entendimento de sígnos musicais e conceituais "da gestão do conhecimento" numa relação bilateral. Pois lembro das palavras de Santaella (1983) ao destacar que se de um lado o sígno, "representa o que está fora dele, seu objeto, e de outro lado, dirige-se para alguém em cuja mente se processará sua remessa para um outro signo ou pensamento onde seu sentido se traduz. E esse sentido, para ser interpretado tem de ser traduzido em outro signo, e assim ad infinitum.

    Então, confira a big band de Benny Goodman tocando Sing, sing, sing e depois convido você a ler este post, para maiores reflexões.


    Bom, depois dessa aula tácita de articulação em rede, podemos perceber alguns pontos interessantes.

    Todos os músicos estão conectados sinergicamente com o plano geral (objetivos) da big band, mesmo que sem tocar em muitos momentos, todos estão com o tema principal ou chorus acontecendo em tempo real e simultâneamente em suas cabeças (proporcionado pelo ouvido interno de cada um).

    Aplicando a análise de rede organizacional (ou social) a chamada ARO, pode-se destacar nesse vídeo, os três importantes tipos de funcio­nários frente ao seus conhecimentos contextualizados em uma organização ou rede social, são eles os conectores: centrais, os intermediários e os periféricos.

    Os conectores centrais são pes­soas que têm muito expertise em uma ou mais áreas da empresa. No caso da big band, são os solistas que trabalham melódicamente dentro do chorus da música. Cada solista, a seu tempo, é apoiado por outros músicos que se mostram tais como os conectores intermediários.

    Conectores intermediários, por sua vez, são pessoas que desenvolvem ligações com os dife­rentes subgrupos da big band ou em uma rede. Com uma grande capaci­dade de ajudar a organização a capitalizar oportuni­dades que requeiram a integração de conhecimentos aos conectores centrais. São os nipes de metais que apoiam os solistas em momentos oportunos e os conectam com a cozinha da big band (lembrando que nesse caso, a cozinha é formada pela bateria, o baixo, aguitarra e o piano)

    Os Conectores periféricos, contudo, podem ser entendidos no contexto da big band como os músicos que compõem a cozinha. Fazem a condução do chorus e assim apoiam a sinergia proporcionada pelo plano geral (o chorus da música). Estão na fronteira, em geral têm seu conhecimento ignorado, pois tendem a não ser ouvidos tão nitidamente, mas quando são retirados é que percebemos sua falta.

    Bom, para maiores reflexões sugiro a leitura do artigo "Perder Pessoas Sem Perder Conhecimento" de Davenport, Parise e Cross e o livro abaixo (incorporado aqui a partir do google livros):


    Referência: Santaella, L. O que é Semiótica. São Paulo: Brasiliense, 1983.

    Imersão em Ambientes de Ensino e Aprendizagem

    Algo que me fez pensar ainda mais sobre o processo de ensino e aprendizagem, seja em ambientes virtuais, seja em ambientes reais, foi o filme AVATAR.

    O conceito de imersão presente no filme é que me provocou nesse sentido. Assim, não estou só me referindo ao contexto de ambientes de realidade virtual do tipo Second Life (o que me parece cada vez mais fora do foco das tendências em meios tecnológicos emergentes), mas sim em ambientes eco-sistêmicos. Ambientes esses com seus recursos e possibilidades de interação que confluam para o estabelecimento e manutenção de um processo significativo de ensino e aprendizagem.

    Assim, no filme, observa-se por uma aprendizagem complexa demonstrada pelo protagonista e que se mostrou mediada pelo ambiente, suas estruturas e os outros seres da tribo. Vê-se a imporância da mediação intencional e não ingênua e que se mostra, como na concepção de Reuven Feuerstein, compreendida diferentemente da aprendizagem pela simples exposição do sujeito ao objeto ou estímulo.

    Observa-se a mediação acontece, contudo, com intencionalidade oriunda do mediador e que decorre com uma forte reciprocidade por parte do mediado para o abarcamento e atendimento das necessidades do mediado;

    Outro ponto interessante é que a mediação transcende a realidade concreta, ou seja, “do aqui-e-agora” e das ações aprendidas na direção generalizadora para uma posterior aplicação da compreensão de um fenômeno apreendido em outras situações e contextos;

    Há, certamente, uma construção e manutenção de signos que fomentam a compreenção do quanto se mostra importante a interpretação da aprendizagem alcançada.

    Também observa-se a presença da aprendizagem em suas seguintes dimensões destacadas por Antoni Zabala e trabalhadas no livro A Prática Educativa:
    • Factual (onde o aprendente, literalmente apreende os fatos mais relevantes, como a toponímia geográfica, nomes de acontecimentos, pessoas, códigos, símbolos, classificações e que servirão de base para as outras dimensões)
    • Conceituais e de princípios (Conjunto de fatos, objetos ou símbolos que se relacionam, dentro do processo de ensino e aprendizagem, através de características comuns ou através de diferenças, mudanças dentro do âmbito de correlações de causa e efeito)
    • Procedimental (que abarca as regras, técnicas, os métodos, as destrezas ou habilidades, as estratégias, os procedimentos que nos direcionam a um objetivo e que gerralmente são potencializados através da repetição contextualizada)
    • Atitudinais (valores, atitudes e normas)
    Entretanto, há de se entender que a aprendizagem vista no filme não se enquadra na práxis encontrada em ambientes educacionais formais, ou seja, temos um processo de ensino e aprendizagem não formal e informal. Já que não se tem o processo cronologica e hierárquicamente estruturado e que se organiza sob diretrizes educacionais centralizadas em currículos.

    Dessa forma, pode-se entender que nessa apreciação emerge a necessidade de se refletir criticamente sob as características que os modelos de educação não formal e informal (em redes sociais e similares) tem a oferecer à educação em contextos formais (como em ambientes reais ou virtuais de ensino e aprendizagem)




    Antoni Zabala

    Para quem trabalha com educação, entender as diferenças e interseções entre ensino e aprendizagem se mostra como algo constantemente instigador. Um grande pensador que aborda tal assunto é o professor Antoni Zabala.

    Assim, dentro de contextos de educação através de recursos tecnológicos, essa abordagem deve estar sempre presente no pensar e praticar, ou seja, a práxis educacional.

    Alguns pontos interessantes, dentre tantos outros que se pode levantar ao se ler esse autor, são:
    - a diferenciação de educador e professor
    - a transgressão do saber pelo saber
    - a busca por um processo de ensino e aprendizagem que vise os vários âmbitos da vida do aprendente
    - a busca por uma escola que eduque além de ensinar
    - o currículo escolar pensado através do pensamento complexo e da teoria geral dos sistemas

    Dessa forma vale muito apena ler esse grande autor neste vídeo e em suas obras relacionadas abaixo:



    Livros interessantes!!!!!


    Mais informações sobre esses livros visite: http://www.planetanews.com/autor/ANTONI%20ZABALA

    Ressignificar é preciso!


    Lendo a notícia de que o governo indiano propôs no dia 22 de julho, fico ainda mais propenso a pensar que as editoras de livros científicos e materiais didáticos devem urgentemente (re)pensar e rapidamente agir com uma resignificação de seus negócios. Isso sem falar nas corporações produtoras de cadernos.

    O prenúncio se dá devido ao tablet que será usado por estudantes indianos no ano que vem. Custando em torno de US$ 35 e podendo chegar a US$ 17 esse instrumento móvel pode, assim, abarcar a função do caderno (para anotações, realização de exercícios, atividades e desenhos...), do computador (na navegação em sites da internet, construção de documentos nas nuvens de forma cooperativa, interação em redes sociais e chats que tratam de temas trabalhados em sala...) e livros e outros materiais didáticos (objetos de aprendizagem, games, aplicativos educacionais da web 2.0).


    Isso sem falar na ação do governo federal do Brasil de, nesta sexta-feira 23 de julho de 2010, oficialmente prover banda larga, infraestrutura de rede sem fio e capacitação docente para as escolas participantes do Prouca (Programa Um Computador por Aluno).

    Assim vemos que além da entrada definitiva da tecnologia nas escolas a mobilidade tende a nos fazer pensar sobre a ressignificação dos limites das atividades educacionais em sala de aula. Pervasividade e ubiquidade assim devem ser contempladas nos pensares educacionais com grande peso e que nos provoca a repensarmos os limites e intersecções dos processos educacionais formais, informais e não formais.

    Acho que além de capacitações, o que vemos em uma escola chamada de Escola da Ponte e tudo o que os pensadores da EaD, tecnologias da inteligência e a teoria da complexidade, podem nos inspirar metodológicamente para uma ressignificação da práxis educacional que urge em uma realidade que já já está aqui.

    Obs.: ficou interessado(a) em saber mais sobre a Escola da Ponte? Então clique aqui para ver um vídeo sobre essa fascinante escola portuguesa!

    Mídias locativas na educação

    Atualmente, em minha pesquisa, estou em busca das potencialidades de alguns recursos comunicacionais, com natureza cooperativa, e que se prestem como ferramentas de extensão de sala de aula no sentido da ubiquidade e pervasividade do processo de ensino e aprendizagem.

    Lembrando que a sala de aula aqui é entendida tanto em seu formato tradicional (físico) quanto os ambientes virtuais de aprendizagem (AVAs).

    Assim, observa-se que mídias locativas e suas quatro funções podem ser utilizadas para tal tipo de aprendizagem cooperativa, em comunidades formais e informais de aprendizagem, principalmente, tendo em vista que tais mídias tendem ao estabelecimento de interação móvel.

    Os aparatos tecnológicos que atualmente estão se mostrando aptos a suportarem tais atribuições de construção cooperativas ubíquas e pervasivas, em minha visão, são: telefones celulares, GPS, lap e palmtops em redes Wi-Fi, bluetooth, 3G e 4G.

    Dessa forma tenho observado que a realidade aumentada móvel, o mapeamento e monitoramento de mobilidade, os geotags (tal como mostrados no google maps) e a indexação de mensagens SMS, MMS, vídeo, foto dentre outras, se mostram  como funções interessantes para a aprendizagem cooperativa ubíqua e pervasiva.


    Para provocar reflexões por sobre a aplicação de tais recursos na educação, abaixo temos dois exemplos de tais atribuições:






     Para pensar ainda mais sobre esse assunto, um interessante artigo é o "Na trilha do educando" e as recentes ações de operadoras p/ dar acesso ilimitado às redes sociais.

    O último universalista da disciplina matemática

    A noventa e oito anos que o mundo perdeu um grande pensador que precisamos, na atualidade. Esse a que me refiro é o matemático, físico e filósofo da ciência o francês Jules Henri Poincaré (1854-1912).

    Esse grande pensador conjecturou um dos problemas mais desafiantes da topologia algébrica e que desafiou por mais de um século vários teóricos, pois apenas em 2003 o matemático russo Grigory Perelman conseguiu resolver tal problema.

    Pesquisou em diferentes campos como na mecânica celestial, na mecânica dos fluidos, na óptica, na eletricidade, na telegrafia. Abordou assuntos como a capilaridade, a elasticidade, a termodinâmica, a teoria potencial, a mecânica quântica, a teoria da relatividade e a cosmologia.

    Contudo, para mim, o seu grande feito foi ser o pioneiro a considerar a possibilidade de caos num sistema determinístico. Esse feito foi baseado em seu trabalho sobre órbitas planetárias, que, apesar de ter tido pouco interesse na época, foi decisivo para os estudos modernos da teoria do caos e o funcionamento de sistemas complexos e dinâmicos. meados da década de 1960.

    Para quem quer entender as redes, tão presentes em nossos dias com os meios tecnológicos, e a complexidade que nos cerca, vale pesquisar mais sobre seus feitos.

    Então vale essa dica de estudo que também estou abraçando para a minha pesquisa no mestrado.

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