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Palestra Música e Tecnologia

No dia 9/11/2011 estive na Faculdade de São Lourenço - UNISEP, para realizar uma palestra na X CONISIS (Convenção do Curso de Sistemas de Informação), onde trabalharei o tema MÚSICA E TECNOLOGIA

O evento foi realizado entre os dias 7 e 11 de novembro de 2011, no auditório desta unidade onde o tema deste ano foi TECNOLOGIA E MERCADO DE TRABALHO.

O objetivo desse encontro foi difundir a tecnologia da informação no mercado de trabalho e abrir um espaço para discussão dessas novas tecnologias em São Lourenço e região. Um evento para todos aqueles que acreditam que tecnologia e inovação são componentes essenciais para alcançar o sucesso e a melhoria contínua no nosso setor.

Abaixo temos a apresentação que utilizarei nesta palestra:


O poder da musicalização em contextos educacionais

Aqui vai um fato que mostra o poder da prática de sensibilização aos sons e seus parâmetros, e que pode ser muito utilizada em aulas de musicalização, em contextos educacionais:

Numa pequena escola em Detroit, uma professora e sua turma, ao serem incomodados por um pequeno mas insistente ruído, e pela falha da maioria dos pessoas da escola em solucionar tal ocorrência, pediu ajuda ao aluno Stevie Morris. Assim, esse aluno encontrou, com sua audição apurada, um camundongo que estava solto na sala de aula.

A professora percebeu que Deus deu a Stevie algo que na sala ninguém possuía, um afinado par de ouvidos para compensar sua cegueira.

E aquela era a primeira vez que alguém reconhecia a sua capacidade e aquele ato de consideração concedeu-lhe uma nova vida. A partir daquele momento, passou a desenvolver sua "aptidão auditiva", sua sensibilidade e começou a explorar a sua linda voz. E, com muito esforço tornou-se um dos maiores cantores e compositores americanos de música popular: o grande STEVIE WONDER!

É com esse viés pedagógico-musical que o curso de Licenciatura em Musica do Unis-MG está estruturado em seu projeto pedagógico, ou seja, visando, através da arte dos sons, fomentar por uma educação construtora de cidadania, inclusão e criticidade além de artistas profissionais e amadores (aqueles que amam a arte musical independendo se ganham ou não dinheiro com ela).

E para ilustrar essa postagem, nada melhor que o grande Mestre STEVIE WONDER:

Aula lá fora - um práxis educacional que pode ser vislumbrada pelo pensamento complexo

Muitos exemplos que podem nos fazer pensar a quebra de paradígmas na educação via o pensamento complexo podem ser vistos no projeto "Aula lá fora". Uma série de 15 vídeos de 30 minutos cada e que tem como objetivo a formação continuada de professores da educação infantil, do ensino médio e educação de
adultos. Com ênfase em aulas-passeio, atividades extra-classe, podemos perceber nitidamente a viabilidade da aplicação de projetos e temas transversais para um processo de ensino e aprendizagem ético e cidadão, além de ecossistêmico entre aprendentes e o meio social e físico em que vivem.

Feitos originalmente para a tv, esses vídeos se aprofundam na pedagogia atual, procurando explorar o afeto, a expressão, a autoria e a comunicação dos aprendentes, observando como isso acontece nas atividades feitas com a classe fora da sala de aula.

Aula lá fora é um projeto da Secretaria Municipal de Educação e Formação Profissional de Santo André em conjunto com a Secretaria Municipal de Comunicação de Santo André. Parte dos recursos para a produção de Aula lá fora vieram da TV Escola (MEC).
   
 A seguir temos os links para os episódios:



Então, aqui vai o convite: que tal uma aula lá fora?

Abraços

Celso


Escola Cartesiana

Um vídeo que ilustra bem como os momentos na escola são fragmentados para que se contemplem as disciplinas das ciências, das relações humanas, da natureza e da cultura. Essa fragmentação se mostra presente também na formação de docentes, pois os cursos superiores também foram estruturados no sentido de formarem especialistas requeridos por esse sistema disciplinar.



Boa oportunidade para transgredirmos o pensamento cartesiano na direção do pensamento complexo!

Refletindo sobre a quebra do paradigma cartesiano

Um bom trecho de vídeo que pode nos  motivar frente a reflexão sobre a quebra do paradigma cartesiano. Uma quebra que pode nos conduzir para a direção do que a complexidade tem a oferecer como pensamento  disruptivo:


Assim vemos que nessa perspectiva, o mundo é entendido de forma exata tal como uma máquina de um relógio de corda, com suas engrenagens. Dessa forma, o funcionamento das coisas se mostra regido por regras exatas e inflexíveis como nos mostra Araújo (2003, p.8):

O relógio e suas engrenagens compõem a metáfora que foi empregada para explicar a natureza. Da mesma forma que o tempo passou a ser contido dentro do relógio, permitindo sua maternatizacão, a natureza pôde ser dividida em inúmeras partes, mais simples. O relógio podia ser analisado desmontando-o em pequenas peças, as quais, sendo mais simples, tornavam mais fácil a compreensão de seu funcionamento e, inclusive, seu conserto, quando necessário. A natureza e o ser humano começaram a ser analisados também dessa maneira, sendo divididos em pequenas partes, mais fáceis de estudar. O pressuposto adotado foi o de que, se entendendo as partes,entender-se-ia o todo.

Boas críticas que nos levam ao pensamento complexo!

Referências
ARAÚJO, Ulisses F. Temas Transversais e a estratégia de projetos. São Paulo: Moderna, 2003.

Considerações sobre gerações baby boomers, X, Y e Z na educação

Os perfis dos profissionais são pontos muito importantes a serem considerados por quem quer repensar a educação sob um novo paradigma. Acho que isso é tentar rever o ensino e a aprendizagem a partir da realidade dos sujeitos e dos ambientes profissionais de hoje em dia.

Entender ou pelo menos tentar entender os perfis das gerações de então pode ser bem interessante para podermos pensar que conceitos como just in time, just for me e just for all, devem ser contemplados em nossos planejamentos e desenvolvimento de aulas.

Outro ponto interessante para reflexão por sobre tais perfis é como podemos utilizar as tecnologias na educação de forma coerente, ou seja, como meio e não fim para um processo de ensino e aprendizagem que contemple por uma visão eco-sistêmica que a complexidade pode nos oferecer.

Uma série de reportagens do Jornal da Globo se mostra muito interessante para termos uma panorâmica sobre como essas gerações se comportam e se articulam na realidade profissional.

Para visualizar a página com todas as reportagens clique aqui.

O Método - a natureza da natureza (Edgar Morin)

Lendo essa obra, estou cada vez mais fascinado com a teoria da complexidade e a maneira como Morin a tece.

Sua intenção de não buscar por um conhecimento geral nem por uma teoria unitária, entendendo que tal teoria (a unitária), entretanto, escamoteia simploriamente as dificuldades do conhecimento, mostra que Morin, dessa forma, evita a disjunção entre os saberes separados. Assim, Morin (1977, p.18) destaca que essa teoria unitária:
(...) para evitar a disjunção entre os saberes separados, obedece a uma sobressimplificação redutora, amarrando o universo inteiro a uma única fórmula lógica. De fato, a pobreza de todas as tentativas unitárias, de todas as respostas globais, confirma a ciência disciplinar na resignação do luto. Assim, a escolha não se situa entre o saber particular, preciso, limitado, e a ideia geral abstracta. Situa-se entre o luto e a investigação dum método capaz de articular aquilo que está separado e de unir aquilo que está dissociado. (MORIN, 1977, p.18)
Outra ideia que corrobora com essa articulação - daquilo que está separado com aquilo que está dissociado - é a circularidade, pois essa recusa a redução de algo complexo de forma multiladora. Dessa forma, Morin entende a não dominância de um ou mais conceitos frente a outros existentes, por exemplo onde a matéria, o espírito, a energia, a informação, a luta de classes, dentre outros e que são vistos de forma equipotente.


Dessa forma, Morin recusa o discurso linear como ponto de partida e fim, pois percebe que com a recusa de uma simplificação abstrata das coisas. Pois entende que é fundamental respeitar as condições objetivas do conhecimento humano, que comporta sempre, algures, paradoxo lógico, ou seja, a incerteza. Assim, Morin concebe a incerteza como uma provisão para o seguinte caminho da dúvida:
(...) a dúvida sobre a dúvida dá à dúvida uma dimensão nova, a dimensão da reflexividade; a dúvida pela qual o sujeito se interroga sobre as condições de emergência e de existência do seu próprio pensamento constitui, desde então, um pensamento potencialmente relativista, relacionista e autocognoscente. Enfim, a aceitação da confusão pode tornar-se um modo de resistir à simplificação mutiladora. E certo que nos falta o método à partida; mas, pelo menos, podemos dispor do antimétodo, onde a ignorância, a incerteza e a confusão se tornam virtudes. (MORIN, 1977, p.19)
Daí a importância de se conservar tal circularidade, já que essa alimenta a associação de duas ou mais proposições, reconhecidas como verdadeiras, e que mesmo sendo essas isoladas, abrem, todavia, a possibilidade de conceber estas duas verdades como as duas faces duma verdade complexa.

Com essa verdade podemos melhor entender os conceitos cunhados por Morin por operadores de complexidade, que são três:

Operador dialógico
O operador dialógico e não dialético, como Morin chama a atenção, pois se trata da não existência de uma síntese. Consiste assim por um envolver, entrelaçar coisas que aparentemente estão separadas como a razão e a emoção, o sensível e o inteligível, o real e o imaginário, a razão e os mitos, a ciência e a arte.

O operador recursivo
Que trata principalmente do fato de que, ao contrário da concepção de que uma causa A produz um efeito B, uma causa produz um efeito, que por sua vez produz uma causa e assim por diante. O que remeta ao conceito de circularidade, onde se abre a possibilidade dum conhecimento que reflita sobre si mesmo como nos indica o cogito cartesiano, que entende que o sujeito surge no e pelo movimento reflexivo do pensamento sobre o pensamento.

O operador hologramático
Que aborda situações em que não há porque separar a parte do todo, pois a parte está no todo, assim como o todo está na parte. Onde se cultiva a ideia de totalidade.

Indo ao encontro da concepção peirceana de que interpretar é traduzir um pensamento em outro pensamento num movimento espiral. Pois só se pensa um pensamento através de outro pensamento, vejo que o conceito criado em 1979 por Mandelbrot pode muito significar tais operadores.

Mandelbrot criou o conjunto produzido por processos interativos onde as partes se relacionam com o todo de forma hologramática como podemos observar no seguinte vídeo:

 


Assim vejo que esse é um importante autor para que se possa repensar a Educação em nossos dias.

Referências
MORIN,  Edgar.  O  Método  I: a  natureza  da  natureza.  2ª  ed.  Tradução:  M.  G.  de  Bragança. Portugal, Europa – América, 1977.

Games (em contextos educacionais) Ubíquos

Essa é uma apresentação para o seminário que irei participar no programa de mestrado TIDD da PUC-SP na disciplina Redes e Tecnologia em Gestão do Conhecimento conduzida pelo professor Dr. Alexandre Campos Silva.


Linked - A Nova Ciência dos Networks

Acabo de ler o livro Linked - A Nova Ciência dos Networks de Albert-László Barabási. Esse livro do professor Emil T. Hofman de física na Universidade de Notre Dame e pesquisador de networks complexas, está sendo muito interessante para me direcionar ao entender das dinâmicas das redes.

Que as redes se fazem presentes em nossa vida em organismos vivos, corporações, relações interpessoais, sistema de distribuição de energia, na diagramação de um chip, no metabolismo de uma célula, na condição física e informacional da internet, nas relações profissionais em qualquer ramo, nas conexões entre citações em trabalhos científicos, na economia a ponto de entendermos que nossa sociedade è uma rede, é fato!

Mas entender como essa rede funciona, se desenvolve, se articula, é algo que esse livro muito bem pode nos direcionar. Assim, Barabási aborda como os nós, links (conexões) e hubs se articulam dinamicamente como sistemas complexos.

Com essa leitura pode-se entender que as redes se comportam como parte da realidade que forma um todo organizado composto por elementos inter-relacionados. Que as redes possuem realmente um comportamento de difícil previsibilidade devido a dinâmicas organizacionais não lineares.

Barabási também destaca que os sites dessa rede apresentam propriedades matemáticas que dependem de três condições para ocorrer:

1. A primeira é que a rede tem de se expandir, crescer. Tal condição de crescimento é muito importante, assim como a ideia de emergência que a acompanha. Está em constante evolução e adaptação e existe acentuadamente com a rede (www).

2. A segunda refere-se a conexões preferenciais, ou seja, novos integrantes vão querer ligar-se a hubs, que participam da rede com mais conexões.

3. A terceira denomina-se aptidão competitiva, que, em termos de rede, implica sua taxa de atração. Algo que vai além da hierarquia imposta pela antiguidade de um nó, pois nem sempre o nó mais antigo se mostra o mais apto a se transformar em um hub.

Outro ponto interessante que o autor toca é que as redes se mostram na verdade de acordo com a lei de potência, o que remete à topologia sem escala e ao efeito cauda longa trabalhado por Chis Anderson em sua obra. O que desmistifica a aleatoriedade desses sistemas.

Assim essa obra desvela por importantes leis da cortografia das redes e permite que seja possível esboçar mapas dessas que se mostram como sistemas dinâmicos e complexos.

Para quem já leu o livro, temos uma interessante apresentação. Contudo, essa apresentação serve também como panomara geral para quem quer decidir por mergulhar nesse mundo retratado tão bem por Barabási. Vale a pena checar:

DVD - Edgar Morin

Gravado por Edgard de Assis Carvalho, professor titular de Antropologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, pós- doutor pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (França) e Coordenador do Núcleo de Estudos da Complexidade – COMPLEXUS – vinculado à Faculdade e ao Programa de pós- graduação em Ciências Sociais da PUC- SP, esse DVD apresenta os principais conceitos presentes no pensamento de Edgar Morin, um dos maiores intelectuais da atualidade. 

Pertencente a Coleção Grandes Educadores da ATTA Mídia e Educação,  nesse material podemos tomar contato com o pensamento de um grande crítico da fragmentação do conhecimento. Ideal para quem quer se direcionar ao entender o pensamento complexo. Algo que visa por uma reforma do pensamento por meio do ensino transdisciplinar, capaz de formar cidadãos planetários, solidários e éticos, aptos a enfrentar os desafios dos tempos atuais.

Como aperitivo, aqui está o Trailer do DVD:



Vale a pena ter e assistir sempre, pois como diz o próprio Edgar Morin: Conhecimento do conhecimento é necessidade primeira para armar cada mente no combate vital rumo à lucidez!

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