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Palestra Música e Tecnologia

No dia 9/11/2011 estive na Faculdade de São Lourenço - UNISEP, para realizar uma palestra na X CONISIS (Convenção do Curso de Sistemas de Informação), onde trabalharei o tema MÚSICA E TECNOLOGIA

O evento foi realizado entre os dias 7 e 11 de novembro de 2011, no auditório desta unidade onde o tema deste ano foi TECNOLOGIA E MERCADO DE TRABALHO.

O objetivo desse encontro foi difundir a tecnologia da informação no mercado de trabalho e abrir um espaço para discussão dessas novas tecnologias em São Lourenço e região. Um evento para todos aqueles que acreditam que tecnologia e inovação são componentes essenciais para alcançar o sucesso e a melhoria contínua no nosso setor.

Abaixo temos a apresentação que utilizarei nesta palestra:


Estado da arte das tecnologias da inteligência

Aqui estão os vídeos que utilizei na 1ª aula de BI no curso de MBA em Gestão Estratégica e Inteligência em Negócios do UNIS. Assim, convido atodos, mas principalmente aos alunos a comentarem neste espaço interativo.

Então, boas apreciações críticas e mãos aos teclados!















Será que o próximo vídeo é mesmo o futuro da educação ou uma réplica da velha prática perfumada com novas tecnologias?


Acho que o vídeo abaixo mostra o que a tecnologia pode potencializar frente à interação no contexto educacional. O que você acha?

O sublime tecnológico

Ultimamente venho refletindo, principalmente devido à disciplina Conceitos Fundamentais e Práticas no Design e Estéticas Tecnológicas do programa de mestrado do TIDD sobre conceitos estéticos frente aos objetos tecnológicos.

Assim penso se as novas tecnologias da comunicação e informação são promotoras de um processo de corrosão da essência da arte, podemos entender que essa corrosão pode ser relacionado ao descontinuismo evidenciado por Gidens (1991) como uma das fortes características sociais-artística moderna (ou pós-moderna). Assim coloco pois vejo que essas tecnologias desruptoras, a um só tempo, determinaram e encaminham um movimento de trasngressão realizada pelo sublime e que na arte se caracteriza principalmente com sua produção e fruição socializadas. Lembrando que o sublime aqui é entendido como a forma de "colocar em obra a verdade".

Bom, pretendo prosseguir sobre essa reflexão em outros posts, mas vejo que o apreciar de reflexões e fazeres artísticos como uma importante forma vislumbrar a estética nesse sentido. Um bom exemplo de pensar sobre isso é:

Redes artísticas

Falando um pouco sobre as redes e as artes, aqui vai um vídeo para inaugurar esse recurso aqui no blog. Assim estou postando esse vídeo e brincando um pouco com a idéia das vídeo criaturas de Otávio Donasci e criando uma alegoria que talvez possa ser chamada de vídeo rede criatura ;-)


Contudo, (para não perder o costume) aqui vai uma complementação dessa reflexão em formato de texto, onde destaco alguns pontos (para mim) importantes para a constituição das redes artísticas nos dias de hoje:

O conceito de rede e a complexidade atual

Podemos observar que o conceito de rede é um conceito se apresenta cada vez mais presente em nossa realidade. Essa espécie de paradigma, vem se mostrando como foco das principais mudanças dentro do que chamamos de sociedade ou era do conhecimento. Esse foco no pensar as coisas com o conceito de rede acontece coincidentemente e não por acaso, quando as TIC se mostram como elementos estruturantes da complexidade mundial.

Podemos entender, no entanto, que esse paradigma que é a rede vem se estruturando como algo que se apoia na transgressão do que, até então, entendemos e percebemos como tempo e espaço.

Trangredindo o espaço
Frente ao espaço, essa transgressão acontece no sentido de não mais reconhecermos o espaço de forma linear como na visão da geometria métrica euclideana, ou ainda da geometria projetiva que permite a concepção de espaço em três dimensões, onde se pode operar projetivamente como operações de cortar e projetar.

Essa transgressão, contudo, acontece no sentido de percebermos e lidarmos com o espaço de forma topológica, onde esse passa a ser definido pelas relações de vizinhança entre pontos de referência e não mais hierárquica ou linearmente como na idade média. Principalmente em decorrência da descoberta de Galileu ao descobrir que a Terra girava em torno do Sol e em decorrência disso que o lugar das coisas são apenas pontos em seus movimentos o que cria uma relação entre pontos onde a vizinhança, as ligações entre pontos, formam diagramas, grafos, tramas, redes.

Assim podemos entender que as redes como possibilidade de aproximar, ou mesmo sobrepor, apreciadores com obras de arte, artistas com outros fazeres artísticos antes vistas como distantes de forma pantópica, como Serres defende ao entender a possibilidade de todos os lugares em um só lugar e cada lugar em todos os lugares.

Não podemos negar que os movimentos e tendênicas artísticas, na história, se desenvolveram devido a interação entre artistas próximos geograficamente. Contudo, com essa trangressão de espaço nos deparamos com uma espacialidade organizada, acima de qualquer critério de ordem, de qualquer nível de periodicidade ou simetria; e, acima de tudo, complexa.


Transgredindo o Tempo
Frente ao tempo, a trangressão que a rede deflagra se mostra na possibilidade do moderno conviver com o antigo, que é como acontece ao visitarmos o, por exemplo, o site oficial do museu do Louvre. Ou como no exemplo dado por Serres ao entender o carro como um sistema com diferentes componentes articulados. Esses componentes, que concebidos em distintas épocas, como a roda do período neolítico, a mecânica originada no século XVIII, o motor e a termodinâmica do século, XIX e a eletrônica do século XX, todos se mostram articulados em um só momento.

Entendendo, assim, que as redes de mostram como algo que ressignifique que tempo e espacialmente interações entre pessoas e fazeres artísticos, podemos conceber, portanto, que as redes se mostram espaços de constituição de subjetividade. Se os fenômenos que se mostram como elementos imprescindíveis de constituição da subjetividade não acontecem nem fora das redes, nem dentro delas (inerentes às linguagens), mas, na verdade, através dos espaços de circulação e validação dessas redes, podemos entender que as redes tendem a transformar efetivamente as artes em seus aspectos de produção e significação. O que nos leva a entender que as redes e as tecnologias que as suportam são, muito além de comunicação e informação, tecnologias do conhecimento ou inteligência.

A rede autopoiética
Assim pode-se concluir que esse efeito sobre a produção e significação da arte se mostra contudo dinâmico e complexo, pois entende-se que essas redes se mostram sujeitos capazes de autopoiese, lembrando o conceito, baseado nas cocepções de Varela e Maturana, onde se entende a rede como algo que, por suas interações e transformações, é auto produtora e que se assemelha à descrição que Barthes faz do texto, ou seja, onde se entender (a rede) como algo que abunda muitas redes, onde cada uma dessas atuam sem que nenhuma se imponha às demais, como uma complexa galáxia mutante, com diversas vias de acesso, sem que nenhuma delas possa ser qualificada como principal.

Para aprofundar essa reflexão construí um mapa mental sobre uma visão das Redes baseado no texto de baseado no texto de André Parente:http://www.reciis.cict.fiocruz.br/index.php/reciis/article/view/35/67 e que pode ser acessado clicando aqui

Rede e subjetividade

Refletindo sobre a rede e a subjetividade sob a ótica filosófica francesa e baseado no texto de André Parente:http://www.reciis.cict.fiocruz.br/index.php/reciis/article/view/35/67 , acabei optando por construir um mapa mental. Acho que essa forma de representação se adequa mais ao conceito rizomático que esse tema abarca.

Assim objetivo fundamentar meu pensar dos aspectos perceptivos e estéticos de projetos digitais, o vislumbrar do percurso por entre as possíveis histórias da arte, do design, das hipermídias, das estéticas tecnológicas e do webdesign frente as tecnologias da informação aplicadas na educação.

Clique na imagem abaixo para visualizar o mapa e em seguida clique nos nós (+) para expandir os conceitos:


A História da Multimídia (parte 1)

Para se entender o que é multimídia, vejo a importância que a visão histórica das artes pode nos oferecer frente à construção cognitiva desse recurso tão importante na EaD. Por isso vou fazer alguns posts que visão o aprofundamento sobre a história das chamadas novas mídias e que estão intimamente ligadas às chamadas multimídias.

Para pessoas que, como eu, se interessam nas possibilidades de entender e aplicar tais mídias na educação de uma forma contextualizada, principalmente utilizando substancialmente suas potencialidades em processos de ensino e aprendizagem, estudar o percurso histórico feito por essas “novas” mídias se mostra como um bom começo para o pensar e repensar sobre como produzir, analisar e aplicar tais materiais. Acho que pessoas interessadas em mídias digitais e na arte-tecnologia poderão aproveitar esses posts também, ou pelo menos ter um ponto de partida para a crítica.

Bom, para iniciar vamos abordar o foco na temporalidade e que muitos artistas começaram a se debruçar no intento de trazer tal parâmetro (que se mostra originalmente constituinte das obras musicais, da dança e outras performances artísticas) para outras formas de expressão artística que se focalizavam na representação espacial fundamentalmente.

A busca da visualização ou representação do tempo por artistas foi potencializada com a revolução feita pela fotografia e sua evolução tecnológica. Podemos observar isso nas fotografias feitas por Muybridge em 1878 no sentido de representar a velocidade de um cavalo e seu cavaleiro. Essas fotos foram produzidas com o intuito de estudar o movimento animal e que estão incluídos nos onze volumes que visavam por estudos científicos de locomoção animal (Studies in Animal Locomotion de 1888), como vemos abaixo:



Contudo se colocarmos essas fotos em sequência de aparecimento, uma após a outra, no mesmo local pode-se observar o movimento em forma de animação em seu princípio:

Esses estudos foram logo utilizados por artistas para o entendimento por sobre a movimentação humana e animal. Inspiraram obras como:

Funeral Of the Anarchist Galli (1911) de Carlo Carrà:

Dinamism of a Dog on a Leash, 1912 de Giacomo Balla:


Dynamism of a Cyclist - óleo sobre tela, 1913, por Umberto Boccioni


Contudo a obra mais polêmica foi a Nude Descending a Staircase, No. 2 (1912) de Marcel Duchamp, onde esse artista iniciou suas intenções em retratar a quarta dimensão – o tempo.


Observa-se que Duchamp inspirou-se, para fazer Nude Descending a Staircase No. 2, diretamente em Muybridge na sua Ascending and Descending Stairs (1884-5) :


Então, pode-se observar que Duchamp se mostra como um importante nome para o desenvolvimento de formas de expressão artística na direção da multimídia. Assim, pretendo abordar esse artista em outros posts, mas se você quiser ampliar sua visão da obra e vida desse revolucionário das artes, sugiro a visita ao endereço: http://www.understandingduchamp.com/

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