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Palestra Música e Tecnologia

No dia 9/11/2011 estive na Faculdade de São Lourenço - UNISEP, para realizar uma palestra na X CONISIS (Convenção do Curso de Sistemas de Informação), onde trabalharei o tema MÚSICA E TECNOLOGIA

O evento foi realizado entre os dias 7 e 11 de novembro de 2011, no auditório desta unidade onde o tema deste ano foi TECNOLOGIA E MERCADO DE TRABALHO.

O objetivo desse encontro foi difundir a tecnologia da informação no mercado de trabalho e abrir um espaço para discussão dessas novas tecnologias em São Lourenço e região. Um evento para todos aqueles que acreditam que tecnologia e inovação são componentes essenciais para alcançar o sucesso e a melhoria contínua no nosso setor.

Abaixo temos a apresentação que utilizarei nesta palestra:


Tecnologias a favor da aprendizagem da música e da construção de um mundo melhor

Esse é um vídeo que ilustra bem a dinâmica do curso de graduação em Música do Unis-MG, pois através das chamadas tecnologias da inteligência (segundo o pensador Pierre Lévy) se mostram como ferramentas para o transgredir, de certa forma, das barreiras de tempo e espaço.

Ao usar das tecnologias da comunicação e informação (TICs) para a interação musical entre pessoas de lugares e tempos diferentes vemos que se pode efetivamente produzir muitas coisas que inspirem aprendizagens e um mundo melhor.


Assim, os participantes do curso (professores e alunos), tanto em nossos encontros presenciais quanto em nosso ambiente virtual de ensino e aprendizagem, interagem e constroem conhecimentos musicais de forma colaborativa. Uma junção entre uma metodologia baseada nos mais recentes avanços do campo educacional com os recursos tecnológicos cotidianos disponíveis na Internet.

No Unis-MG, nossa concepção de ensino é focada nas necessidades e nos perfis dos alunos, bem como no seu processo de aprendizagem. Uma prática educacional favorecida por atividades que demandem a colaboração entre "aprendentes" e "ensinantes" via práticas musicais, resolução de problemas, investigação e realização de projetos, debates e etc.

Então, só nos resta convidar você para aprender, ensinar e (tentar, mas tentar mesmo) mudar o mundo! Vem para o Unis-MG! #OrgulhoDeSerUnis

A Ecologia Pluralista das Mídias Locativas

Dois artigos atuais e que considero como essenciais para o estudo das implicações proporcionadas, em nossa realidade, pelos dispositivos tecnológicos comunicacionais móveis e a (re)significação operadas por esses do que se conhece por ciberespaço são:

1) "Comunicação móvel e os novos sentidos dos lugares: crítica da espacialização na cibercultura" de André Lemos.

Nesse artigo, Lemos trabalha a ideia básica de que as tecnologias informacionais móveis têm permitindo novas formas de comunicação e sociabilidade com base naquilo que chamo de “territórios informacionais”. O que está em jogo aqui é uma nova relação entre as tecnologias informacionais e as dimensões do local, do território, da comunidade e da mobilidade. Vamos mostrar como as novas tecnologias móveis, sob o rótulo de “mídias locativas”, criam novas formas de territorialização (controle, vigilância, monitoramento) e, contra as tese de “não-lugar” ou de um “não sentido dos lugares”, o que estamos vendo são novas significações no espaço público urbano. Além disso, discutiremos as ideias de anomia e de isolamento com o surgimento de formas de sociabilidade e de vínculo comunitário criadas pelos serviços baseados em localização (LBS).
 
 Para fazer download do artigo e assistir a conferência proferida pelo André no II simpósio da ABCIBER - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESQUISADORES EM CIBERCULTURA clique aqui.

2) "A pluralidade de práticas das mídias locativas" de Lúcia Santaella.

Já neste texto pode-se observar que foi a partir do final dos anos 1980, que o termo "hibridismo" tornou-se palavra-chave para caracterizar as sociedades contemporâneas, especialmente, as latino-americanas. Depois da explosão das redes planetárias de comunicação e da WWW (World Wide Web), o uso das palavras "hibridismo", "híbrido" e "hibridização" ou "hibridação" expandiu-se consideravelmente para se referir tanto à convergência das mídias no mundo digital quanto à mistura de linguagens na hipermídia, ou seja, a junção do hipertexto com a multimídia que define a linguagem que é própria das redes. Recentemente, o uso do vocábulo "hibridismo" expandiu-se ainda mais para se referir à interconexão dos espaços físicos de circulação com os espaços virtuais de informação a que os usuários de dispositivos móveis se conectam. Nestes espaços vêm se desenvolvendo práticas de mídias locativas. Este artigo objetiva evidenciar essas práticas como exemplares de uma ecologia pluralista da cultura característica do estado atual da cibermídia.

Para fazer download do artigo e assistir a conferência proferida pela grande pensadora da cibercultura da semiótica Lúcia Santaella no II simpósio da ABCIBER - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESQUISADORES EM CIBERCULTURA clique aqui.

Smartphones cada vez mais presentes

6,34% do total de celulares habilitados no Brasil são smartphones, segundo informações da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Esse crescimento é realmente incrível, pois basta observar o crescimento da presença desses aparelhos do mês de agosto para setembro desse ano. Em agosto tínhamos 11.360 milhões de smartphones e logo em setembro já estávamos com 12.145 milhões.

Assim vemos que a reportagem abaixo mostra uma realidade que está para ser a de muitos e muitos alunos de nossas escolas e universidades:


Outra informação interessante é a que 5.662 milhões, 2,96% das linhas de celulares no Brasil já permitem conexão à internet. Esses números devem ser multiplicados, contudo, com o fomento das indústrias e operadoras, que deverão reduzir os preços, ao subsidiarem cada vez mais esses aparelhos.  

As convergências com outras mídias que os smartphones já estão permitindo, principalmente via ações publicitárias, são realmente muito interessantes. Cases divulgados no site Mobilepedia são exemplos dessa convergência:
 Assim podemos ver que a ubiquidade e a pervasividade da rede mostrada no vídeo abaixo deve se apresentar em um futuro não muito distante...






Assim se vê a importância da educação em se contextualizar com a realidade de seus aprendentes e que podemos perceber na fala do professor Romero Tori (autor do livro Educação Sem Distância) no Programa Perfil Literário Rádio UNESP. Clique aqui para ouvir a entrevista.

Linked - A Nova Ciência dos Networks

Acabo de ler o livro Linked - A Nova Ciência dos Networks de Albert-László Barabási. Esse livro do professor Emil T. Hofman de física na Universidade de Notre Dame e pesquisador de networks complexas, está sendo muito interessante para me direcionar ao entender das dinâmicas das redes.

Que as redes se fazem presentes em nossa vida em organismos vivos, corporações, relações interpessoais, sistema de distribuição de energia, na diagramação de um chip, no metabolismo de uma célula, na condição física e informacional da internet, nas relações profissionais em qualquer ramo, nas conexões entre citações em trabalhos científicos, na economia a ponto de entendermos que nossa sociedade è uma rede, é fato!

Mas entender como essa rede funciona, se desenvolve, se articula, é algo que esse livro muito bem pode nos direcionar. Assim, Barabási aborda como os nós, links (conexões) e hubs se articulam dinamicamente como sistemas complexos.

Com essa leitura pode-se entender que as redes se comportam como parte da realidade que forma um todo organizado composto por elementos inter-relacionados. Que as redes possuem realmente um comportamento de difícil previsibilidade devido a dinâmicas organizacionais não lineares.

Barabási também destaca que os sites dessa rede apresentam propriedades matemáticas que dependem de três condições para ocorrer:

1. A primeira é que a rede tem de se expandir, crescer. Tal condição de crescimento é muito importante, assim como a ideia de emergência que a acompanha. Está em constante evolução e adaptação e existe acentuadamente com a rede (www).

2. A segunda refere-se a conexões preferenciais, ou seja, novos integrantes vão querer ligar-se a hubs, que participam da rede com mais conexões.

3. A terceira denomina-se aptidão competitiva, que, em termos de rede, implica sua taxa de atração. Algo que vai além da hierarquia imposta pela antiguidade de um nó, pois nem sempre o nó mais antigo se mostra o mais apto a se transformar em um hub.

Outro ponto interessante que o autor toca é que as redes se mostram na verdade de acordo com a lei de potência, o que remete à topologia sem escala e ao efeito cauda longa trabalhado por Chis Anderson em sua obra. O que desmistifica a aleatoriedade desses sistemas.

Assim essa obra desvela por importantes leis da cortografia das redes e permite que seja possível esboçar mapas dessas que se mostram como sistemas dinâmicos e complexos.

Para quem já leu o livro, temos uma interessante apresentação. Contudo, essa apresentação serve também como panomara geral para quem quer decidir por mergulhar nesse mundo retratado tão bem por Barabási. Vale a pena checar:

EAD na era líquida e móvel

Lendo um post "Educação a distância na era da mobilidade" do site Universo EaD do Senac São Paulo comecei a pensar em como a ubiquidade e a pervasividade estão eminentemente à nossa porta. Tendo em vista que a Educação a Distância já é uma prática quase consolidada no Brasil, tanto nos cursos de educação formal, quanto nos profissionais. Embaso essa impressão segundo os dados divulgado no site supra citado onde no Brasil, 640 organizações – entre universidades públicas e privadas, além de empresas – têm iniciativas regulares de EaD implementadas.

E o que mais me chama a atenção é a previsão de que em 2015 o mercado norte-americano de serviços e soluções educacionais móveis deverá crescer mais de 20% ao ano. Dentre tais soluções estão presentes nos diversos dispositivos utilizados como smartphones, PDAs, tocadores como iPods e MP3 Players em geral, além de netbooks, consoles de games que oferecem acesso à Web e os que permitem o uso de cartões de memória ou leitores de discos ópticos. Toda essa gama de possibilidades me faz pensar que os educadores devem se ligar (literalmente), tecno e metodológicamente o quanto antes, pois os alunos se não o estão no momento, já já estarão.

Assim vale a atenção às práticas educacionais nesse liquefeito e sempre  autopoiético contexto, pois essas deves ser constantemente repensadas. Tal intento reflexivo se aninha ao que Santaella, no artigo A ecologia pluralista das midias locativas, entende que quando uma interface móvel sabe onde se encontra no espaço físico, ela automaticamente adquire um significado diferente de dispositivos comunicacionais fixos, pois uma de suas funções principais se torna a presença pervasiva e ubíqua em espaços físicos. A capacidade de conexão com a Internet adicionada aos sistemas de posicionamento permite que os usuários tenham uma relação única tanto com o espaço físico, quanto com a internet (Souza e Silva ibid.: 47). 

Dados interessantes sobre tecnologia


Aproveitando a presença do professor Alexandre Campos na Digital Age 2.0 e sua generosa iniciativa de divulgar pontos importantes via o twitter @xandecampos e o twitter oficial do evento (vou compilar alguns dados interessantes neste post:










to be continued...

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