Dinâmicas de grupo - Cochicho

Nesta técnica, os membros dialogam simultaneamente em dupla para a discussão de um problema do momento. Cochichar significa falar em voz baixa a uma pessoa de modo que os outros não ouçam. Então essa atividade consiste em se dividir a turma em pares que falam em voz baixa (para não incomodar os outros), sobre um tema ou questão do momento. Desse modo, todo o grupo trabalha simultaneamente sobre um mesmo tema e em poucos minutos pode-se obter uma opinião compartilhada sobre uma pergunta formulada em conjunto. Essa técnica se assemelha a Phillips 66, podendo dizer que é uma forma resumida dessa, com a diferença de que no lugar de seis pessoas reunidas utiliza-se duas e com tempo reduzido a três minutos.

Realização:

Esta técnica não requer preparação. Pode ser usada, quando for preciso conhecer a opinião do grupo sobre um tema, problema ou questão definida ou do momento.
  • O diretor ou coordenador do grupo convida para a discussão de uma possível pergunta que sintetize o tema de forma concisa.
  • Cada membro pode dialogar com seu companheiro mais próximo, que pode estar a seu lado, sem a necessidade de levantar-se.
  • O diálogo simultâneo, nos três minutos, se dará em voz baixa trocando idéias para se chegar a uma resposta ou proporção que se será logo informada ao coordenador por um dos membros da dupla.
  • Das respostas e opiniões fornecidas por todas as duplas se extrairá logo a conclusão geral ou se tomará as decisões para o caso

Dinâmicas de grupos - Phillips 66

Outra técnica de trabalho em grupo interessante é a chamada phillips 66. Esta tem esse nome devido ao seu criador J. D. Phillips e o número 66 vem da característica de se usar o número seis para a divisão dos grupos e para a medição do tempo de discussão. Contudo esses números podem ser alterados, conforme a necessidade.

Consiste na divisão de um auditório em seis grupos com seis pessoas cada, para que discutam durante seis minutos um tema ou problema (pré-estabelecido ou que tenha surgido no decorrer de uma reunião). Terminado o tempo, cada elemento de cada subgrupo receberá um número.
e agora os grupos tornam a se reunir, mas todos os “1″ num grupo; todos os “2″ noutros; e assim por diante. Ou seja uma pessoa do grupo se reúne com os outros cinco representantes e volta a formar um grupo de seis, que em seis minutos mais, discutirão o mesmo assunto, até que se chegue a uma conclusão geral.

Esta técnica permite o desenvolvimento da capacidade de síntese, contribui para a superação do medo de falar diante dos companheiros, fomenta o sentido de responsabilidade e estimula a participação de todos os membros do grupo. Mas para isso, se deve ter em conta o seguinte proceder:

  1. O diretor (um aluno ou o docente) formulará a pergunta ou o tema que será discutido e convidará ao resto dos alunos para que formem os grupos de seis pessoas.
  2. Cada grupo nomeará um coordenador e um secretário.
  3. Feito isso, o diretor controlará o tempo de seis minutos de duração de cada seção grupal. Quando restar um minuto notificará a cada grupo para que façam o resumo.
  4. O coordenador de cada equipe controlará igualmente o tempo e permitirá que cada integrante manifeste seu ponto de vista durante um minuto, em quanto isso o secretário tomará nota das conclusões.
  5. Ao finalizar o tempo de discussão dos grupos, o diretor solicitará aos secretários a leitura das conclusões obtidas em cada equipe e as escreverá no quadro negro.

Dinâmicas de grupo - Fórum

Continuando minha pesquisa estou traduzindo aqui um texto em espanhol sobre esse assunto. É um artigo sobre dinâmicas em grupo e acho que seria interessante compartilhar dessa pesquisa aqui.

Então vamos ao FORO ou Fórum:

Fonte: http://www.monografias.com/trabajos13/digru/digru.shtml#foro

Nesta atividade várias pessoas discutem um tema determinado diante de um auditório. Esta técnica é uma das mais utilizadas devido às suas numerosas vantagens, das quais se podem enumerar:
  • Permite a discussão e participação.
  • Permite a livre exposição de idéias e opiniões dos membros do grupo, sendo esta possível de uma maneira informal e com poucas limitações.
  • Dá oportunidade de conhecer as opiniões do grupo sobre o tema tratado.
  • O auditório pode refletir também sobre o tema tratado.
Nesta atividade existe uma série de integrantes que desempenham papéis de grande importância:

1. O coordenador.

Este é o encarregado do bom desenvolvimento do fórum, entre suas funções básicas se encontram:
  • Dirige a participação dos expositores.
  • Determina o tempo disponível para cada um.
  • Define a ordem das intervenções e do direito de palavra.
  • Anima e trata de que se mantenha o interesse sobre o tema.
  • Apresenta, ao final, um resumo do exposto com as conclusões e os pontos concordantes e disconrdantes.
O coordenador não emite sua opinião sobre o tema discutido no decorrer do fórum.

2. Os oponentes ou expositores.

São todos aqueles que preparam-se para discutir sobre o tema, estes tratam de que suas exposições se desenvolvam de forma simples e ordenada. Os expositores não devem se desviar do tema tratado e zelar por seguir as normas do coordenador.
Estes devem evitar, durante a apresentação, as referências pessoais.

3. O secretário

Este tem entre suas funções as seguintes:
  • Manter a ordem e a disciplina durante o fórum.
  • Tomar notas do que será discutido com os pontos principais.
Se o grupo for pequeno não se faz necessário o secretário.

Dinâmicas de Grupo - Debate

É uma discussão entre dois ou mais debatedores sobre um determinado tema. Tem como objetivo o conhecer os aspectos de um assunto ou tema através da exposição das opiniões dos participantes de um grupo.
Se faz necessário, para o sucesso da atividade o seguinte:
  • Cooperação, onde os membros devem manifestar mutuo respeito,
  • Ordem, os participantes aguardam o uso da palavra para permitir a participação de todos,
  • Compromisso, se deve atuar com sinceridade e responsabilidade.
O debate deve ser composto por:
  • Um diretor ou coordenador encarregado de abrir a seção, apresentar e concluir o tema, para isso ele deve conhecer o tema.
  • Um secretário que cuidará para que todos participem e tenham o mesmo direito de tempo.
  • Os debatedores.

Dinâmicas de grupo - Técnica Painel

Dando seqüencia às dinâmicas em grupo para aplicação em sala de aula, colocarei agora a técnica painel.

Se diferencia da mesa redonda, pois não há debate sobre o tema.

Cada um dos expositores apresenta um ponto ou aspecto do tema, completando ou ampliando, se necessário, o ponto de vista dos outros.

Os expositores podem variar de 4 a 6 pessoas, cada uma especializada ou capacitada no ponto que lhe corresponde.

Desenvolvimento:

1. Explica-se o tema a ser desenvolvido aos expositores.

2. Define-se o tema que corresponde a cada um dos expositores.

3. O coordenador inicia o painel apresentando os membros e coloca a primeira pergunta sobre o tema.

4. Cada um dos expositores coloca sua resposta,

5. O coordenador pode fazer novas perguntas que podem ajudar a tocar em pontos que ainda não foram mencionados.

6. Ao finalizar o tempo de exposições o coordenador pede aos expositores que façam um resumo de suas idéias

7. O coordenador fará sua conclusão final.

8. O auditório formula perguntas aos expositores.

Dinâmicas em grupo - Mesa redonda

Iniciando o assunto sobre dinâmicas em grupo para discussões em sala de aula, inicio aqui com a técnica chamada de mesa redonda.

Essa técnica é empregada quando se quer conhecer distintas tendências ou abordagens de um determinado tema.

Desenvolvimento:

1. Determina-se, o mais especificamente possível, o tema a ser discutido, motivando e munindo os expositores com material que se relacionem com cada tendência do assunto a ser abordado.

2. Determina-se as regras para o funcionamento da atividade ao estabelecer a ordem de exposição e os subitens relacionados ao tema.

3. O coordenador faz sua apresentação do assunto a ser discutido, com cartazes, slides, transparências, figuras ou textos que se relacionem com o tema em questão.

4. Cada expositor faz a sua colocação sobre o tema, dentro de um tempo limite, seguido de perguntas da platéia, depois de cada apresentação.

5. O coordenador, ao término de todas as exposições, faz um resumo imparcial das idéias desenvolvidas por cada um e destaca as diferenças.

6. Cada expositor pode esclarecer, ampliar, defender seu ponto de vista após esse resumo, dentro de um limite de tempo definido igualmente.

7. O coordenador emite então um resumo final procurando ser o mais imparcial possível.

8. O auditório formula perguntas para os integrantes da mesa redonda, não sendo permitida a discussão nesta etapa.


É de arrepiar ! ! ! ! !

Para quem curte fotografia e música, essa apresentação é uma boa junção das duas expressões artísticas.

Vale muito a pena assistir!

Bambus de Getsemani

Estava eu ouvindo uma palestra do saudoso Padre Léo, SCJ, que se chama - Como Bambus de Getsemani - e uma parte dessa palestra eu gostaria de partilhar com todos que aqui visitarem:

Um menino vendo, depois de uma tempestade, uma grande figueira derrubada, ficou impressionado. Aquela árvore frondosa, que a princípio seria indestrutível, toda no chão. Isso intrigou o menino, que logo foi perguntar ao seu avô:

- Vô, olha a figueira, ela caiu!

O avô levou o menino para ver a figueira e disse:

- Pois é meu neto, ela é grande mas olha como ela estava.

- Nossa vô, ela estava oca! Disse o menino.

- É meu neto, por isso que ela caiu. Apesar de parecer forte, com tempo ela foi ficando oca, sem nada por dentro - sem conteúdo.

Vendo alguns bambus que estavam perto dali, o menino perguntou:

- Mas o bambu, ele também é oco e não caiu?

E o avô disse:

- É meu neto, o bambu é oco sim, mas ele sabe que é oco desde pequeno.

E o avô continuou explicando para o netinho atento, que o bambu, tem uma meta, ele cresce para o alto, mas com raízes profundas, que crescem na vertical, para baixo, em busca de água e que assim proporcionam muita firmeza no solo. Bambu não cria galhos, ou seja, não se apega a muitas coisas, mas foca no alto, no seu objetivo. E o bambu tem a sabedoria de se curvar perante uma tempestade e se ainda não bastasse tudo isso, ele cresce junto com os seus semelhantes - junto mesmo - como se fosse em comunidade. Tente quebrar um bambu, talvez não seja muito difícil, mas tente quebrar dois ou mais... puxa vida, isso não é fácil. E finalmente, o bambu tem vários gomos. Cada gomo é resultado da superação dos problemas, pois sem eles o bambu não seria tão forte. Mecanicamente o bambu é resistente apenas pelos seus nós (gomos), distribuídos em si e conquistados ao longo de sua vida - experiência.

Agora você me pergunta o que tem isso a ver com o jardim Getsemani, onde Cristo suou sangue antes de ser entregue aos soldados? Para isso eu sugiro que você ouça a palestra toda, contada por esse grande orador (nos dois sentidos), Pe. Léo, SCJ.

Para quem quiser ouvir essa e outras palestras que muito ensinam a sermos melhores, indico aqui essa coletânea com sete CD's, vale a pena ter e emprestar:

Para comprar acesse: http://shopping.cancaonova.com/

Poder = comunicação + transporte

Estive lendo um texto de Pierre Levy, e achei muito interessante que neste artigo - A revolução contemporânea e a comunicação - ele elenca audaciosamente que "quanto mais um regime político, uma cultura, uma forma econômica ou um estilo de organização tem afinidades com a intensificação das interconexões, melhor ele sobreviverá e resplandecerá no ambiente contemporâneo.

Nesse artigo ele relaciona que as formas de comunicação e de trasportes se desenvolvem paralelamente.

Transportes Comunicações
Navegação de longo curso Imprensa
Redes viárias mais eficiêntes Desenvolvimento dos correios
Expanssão das ferrovias Telégrafo
Automóvel telefone
Aviação Rádio
Foguetes Televisão
Potencialização dos meios como Trens bala, rodovias, viagens de avião... Aventura dos computadores e celulares

O que tende a diminuir as distâncias. Contudo, ele chama a atenção, para o fato de os conflitos sempre ocorrem entre vizinhos, desde a antiguidade. O que não deixa de ser verdade, pois as guerras mundiais só assim foram devido aos meios comunicacionais e de transportes disponíveis na época. O que ocorre hoje, com a guerra entre talebã e USA, só é possível devido a esses meios, vide ameaças via internet, mísseis, aviões suicidas e etc.

Ele ainda dá o exemplo da europa entre os séculos XVI e XIX, que era o centro de conexões para se chegar a qualquer parte do mundo e ao mesmo tempo a dominadora desse mundo. E relaciona com a ilha de Manhattan e o seu peso frente a toda a Africa subsaariana, onde essa última apesar de muito maior em tamanho não chega aos pés da ilha americana no aspécto de centralidade. Ele usa de uma relação entre as linhas telefônicas e a conexão à internet para poder mensurar essa característica de centralidade.

Entretanto, o que mais me chamou a atenção foi o tercho:

"A interconexão dos computadores mede com muita precisão um potencial de inteligência coletiva de alta densidade em tempo real. Em contrapartida, encontramos tantos, ou mais, receptores de televisão nas favelas do México quanto nos bairros de negócio das grandes cidades européias, americanas ou japonesas. Um aparelho de televisão é um receptor passivo, uma extremidade de rede, uma periferia. Um computador é um instrumento de troca, de produção e de estocagem de informações. Ao canalizar e entrelaçar múltiplos fluxos, torna-se um centro virtual, instrumento de poder."

É para refletir...

Fonte:http://www.pucrs.br/famecos/pos/revfamecos/9/Levy.pdf

Heitor Villa Lobos

No domingo passado tive o prazer de assistir na Rede Minas de televisão o programa Harmonia. Nesse programa o tema foi sobre o compositor brasileiro Villa Lobos. Um programa que mostrou, com depoimentos de renomados professores, músicos e historiadores de Belo Horizonte as várias faces profissionais desse grande brasileiro. Os lados: compositor, etnólogo, folclorista, educador e artista foram abordados de forma muito interessante, com imagens e trilha sonora muito bem colocadas.

A trajetória musical desde suas primeiras aulas de violoncelo, suas escapadas com os chorões do Rio de Janeiro no final do século XIX, o seu papel na história do violão ao lado de segóvia e suas viagens pelas entranhas do Brasil a procura da musicalidade folclórica brasileira, foram retratados. Mas sua influência de Stravinaky e sua multiplicidade instrumental, foram elementos destacados no programa.

Contudo, o que mais me chamou a atenção, foi o papel dentro da semana de 22 e a sua faceta como educador musical, onde durante o Estado Novo de Getúlio. Nesse governo, Villa Lobos implementou o canto orpheônico nas escolas brasileiras e asim se torna um grande personagem da época, dentro da educação musical. Muito incompreendido até os dias de hoje, diga-se de passagem.

No final uma apresentação da obra O Guarani com a Orquestra de Minas e o grupo Uakti foi interessante, mas a meu ver deixou um pouco a desejar. Entretanto, vale a pena pesquisar mais sobre a obra e vida, desse que é considerado como o maior compositor brasileiro e um dos grandes da primeira metade do século XX.

Um ponto de partida para conhecer mais Villa Lobos é o site: http://www.museuvillalobos.org.br/

Música Brasileira - Brazilian jazz

Essa é uma música minha que estou lapdando para gravar em meu trabalho como músico e compositor. Chama-se Salsambando, pois tentei misturar o samba com a caliencia latina!

Para ouvir basta entrar no endereço: http://www.myspace.com/celsogomes

Interação vicária / aluno-[aluno(s)-conteúdo(s)]

Dando seqüência à discussão sobre interação vicária, vamos ver um pouco sobre a interação de um aluno com a interação de outro(s) aluno(s) com o conteúdo. A princípio, podemos entender que essa interação é algo impossível. Pois, como entrar em contato em como um aluno interage, em seu íntimo, com o conteúdo estudado? Pois será que existe diálogo explícito entre os dois sujeitos - aluno e conteúdo - nessa interação? O que acontece é, que isso se dá de forma indireta, pois podemos tomar contato com a interação de alguém com determinado assunto, ao vislumbrarmos em como esse alguém produz suas idéias. Tendo como base o assunto inerente ao conteúdo produzido em forma de texto, vídeo, áudio, figura, etc.

A produção de idéias emanadas pela interação desse alguém com o assunto, pode ser percebida pelo terceiro por meio, por exemplo, de um texto produzido em forma de resenha, síntese, apresentação dentre outras similares.

Se faz importante entender então, que qualquer produção cultural pode ser objeto de análise. Entretanto, para que se possa melhor interagir vicáriamente com essa relação entre sujeito e conteúdo, o terceiro, ou seja o observador deve estar ciente do conteúdo. Pois se assim não ocorrer, esse não terá uma visão de forma ampla, com os dois lados da interação; mas sim, uma visão restrita e unilateral da interação observada.

Essa forma de interação se dá, em contextos educacionais, ao se fomentar a produção dos alunos sobre determinados assuntos e, conseqüentemente, promover a publicação dessas produções perante aos colegas de classe.

Se percebe então, que dessa forma, ocorre aqui uma intenção construtivista e construcionista, como tendência frente ao processo ensino aprendizagem. Denotando, contudo, que o conceito de aprendizado em grupo e do grupo, como um todo, se faz presente. Assim, remetendo a quebra de paradígmas educacionais, tradicionalistas e unilaterais, como o da aula expositiva, presente em tendências liberais da educação.

O grau máximo de socialização

Ao buscar algumas respostas, gostaria de compartilhar essas palavras que pude ouvir hoje que está em Lucas 9, 23:


"Se alguém quer me sequir, renuncie a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e me siga."

Isso me lembra que Piaget (1973, p. 245) nos diz: "a personalidade não é o 'eu' enquanto diferente dos outros 'eus' e refratário à socializãção, mas é o indivíduo submetendo-se voluntariamente às normas de recipiocidade e de universalidade. Como tal, longe de estar à margem da sociedade, a personalidade constituí o produto mais refinado da socialização."

A personalidade, para Piaget, é o grau máximo de socialização de uma pessoa. É a superação do egocentrismo, e com certeza, tem tudo a ver com o que Jesus nos ensinou com suas palavras e ações. Ele se abandonou em nosso favor na cruz, mas com fé, confiança e esperança na ressureição, continuou amando a todos, mesmo aqueles que o flagelavam. Esse certamente é o grau máximo de personalidade, alcançado por alguém aqui nesse mundo.

O amor e a esperança, tal como ensinados por Cristo, são certamente fonte de motivação que pode nos conduzir ao caminho para o nosso crescimento, tanto como pessoas quanto educadores, em nossa práxis. Dessa mesma forma, é também fonte de motivo para agirmos em favor de nortear os nossos alunos, no crescer de cada um, como pessoa e profissional. Esse crescer como pessoa, é adquirir a personalidade descrita por Piaget, pois assim poderemos, consequentemente, formar melhores profissionais e cidadãos.


O flagelo de Cristo; pintura de William-Adolphe Bouguereau (1825-1905)

Interação vicária aluno-[aluno(s)-profesor(es)]

Continuando sobre o assunto da interação vicária, agora abordarei a interação aluno-[aluno(s)-professor(es)]. Aqui, essa interação se refere a aquela em que o aluno, ao observar a interação professor(es) e outro(s) aluno(s) aprende, apesar de não contribuir com a discussão ativamente.

Podemos entender que o aluno que aqui aprende assistindo, ora se coloca, de uma forma interna e imaginária, na função do professor ora na do aluno. Esse ato interno do aluno que assiste ocorre devido a sua identificação ou não, com pelo menos um dos sujeitos envolvidos na interação assistida. Essa identificação pode se dar de forma parcial, o que significa que, o aluno que assiste pode se identificar com parte das argumentações de um ou mais sujeitos da interação assistida. Dessa forma, passa a ocorrer o que chamamos de movimentação interna do assunto abordado, o que remete à compreensão de um assunto.

Essa dita compreenção, Batista (2004) se refere como sendo a transferência de informações que se dá com o processo de transformação do conjunto de conhecimento construído em um outro expresso por signos que permite a um leitor a sua decodificação. É o partilhamento da informação para que um sujeito possa acessá-la e transforma-la, ou não, em conhecimento. Então, essa interação silenciosa do aluno com a interação alheia, pode e deve ser prevista no processo de ensino-aprendizagem.

Para que se possa mensurar esse tipo de interação vicária, faz-se necessária a utilização de disgnósticos avaliativos constantes. Pois se não assim for, pode-se então entender que tal aluno está distante transacionalmente[1]. Esse tipo de avaliação é denominada por formativa e se constituí ao longo de um curso, pois fornece ao professor um feedback de como o aluno está se posicionando frente ao assunto estudado. Feedback esse, que se faz como uma importante fonte de reflexão de como o professor pode melhor moldar sua metodologia em prol do sucesso do processo de ensino-aprendizado.

Dessa forma, o modelo de planejamento pronto e imutável deve ser substituído por um planejamento flexível ao longo do curso. Um planejar que contemple aspéctos processuais do grupo como um todo, de cada indivíduo e do momento em questão, favorecendo a essa interação que ocorre nas aulas presenciais e a distância em vias on-line.

[1]- Distante transacionalmente refere-se ao termo descrito por Michael G. Moore no artigo Teoria da Distância Transacional, disponível em: http://www.abed.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=23&sid=69&UserActiveTemplate=1por


Referência

BATISTA, Lúcio José Carlos. A constituição do sujeito educador ambiental: um relato de experiências de educadores ambientais do Riacho Fundo – Distrito Federal. Brasília, 2004. Dissertação de Mestrado em Educação na Universidade de Brasília.

Folia de reis

Hoje é dia de reis, é o dia de comemoração de uma tradição folclórica que, de origem portuguesa, compõe a cultura popular de nossa região, bem como de praticamente todo o nosso país.

Depois de fixado o nascimento de Cristo em vinte e cinco de dezembro, a comemoração da visitação dos reis magos , foi fixada no dia seis de janeiro. Contudo, em alguns países de origem espanhola, essa data têm maior importância até mesmo que o próprio natal.
Essa manifestação tem sua origem na passagem bíblica do nascimento de Cristo ao ser visitado e reverenciado por reis magos do oriente. Esses reis de nome Belchior, Baltazar e Gaspar passaram a ser referenciados como santos pela igreja católica, a partir do século VIII. Eis aqui a passagem da bíblia que se refere a este momento:

Mateus 2, 1-14:

1 E, TENDO nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do oriente a Jerusalém,
2 Dizendo: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? porque vimos a sua estrela no oriente, e viemos a adorá-lo.
3 E o rei Herodes, ouvindo isto, perturbou-se, e toda Jerusalém com ele.
4 E, congregados todos os príncipes dos sacerdotes, e os escribas do povo, perguntou-lhes onde havia de nascer o Cristo.
5 E eles lhe disseram: Em Belém de Judéia; porque assim está escrito pelo profeta:
6 E tu, Belém, terra de Judá, De modo nenhum és a menor entre as capitais de Judá; Porque de ti sairá o Guia Que há de apascentar o meu povo de Israel.
7 Então Herodes, chamando secretamente os magos, inquiriu exatamente deles acerca do tempo em que a estrela lhes aparecera.
8 E, enviando-os a Belém, disse: Ide, e perguntai diligentemente pelo menino e, quando o achardes, participai-mo, para que também eu vá e o adore.
9 E, tendo eles ouvido o rei, partiram; e eis que a estrela, que tinham visto no oriente, ia adiante deles, até que, chegando, se deteve sobre o lugar onde estava o menino.
10 E, vendo eles a estrela, regozijaram-se muito com grande alegria.
11 E, entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra.
12 E, sendo por divina revelação avisados em sonhos para que não voltassem para junto de Herodes, partiram para a sua terra por outro caminho.
13 E, tendo eles se retirado, eis que o anjo do Senhor apareceu a José em sonhos, dizendo: Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e foge para o Egito, e demora-te lá até que eu te diga; porque Herodes há de procurar o menino para o matar.
14 E, levantando-se ele, tomou o menino e sua mãe, de noite, e foi para o Egito.
15 E esteve lá, até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz: Do Egito chamei o meu Filho.
16 Então Herodes, vendo que tinha sido iludido pelos magos, irritou-se muito, e mandou matar todos os meninos que havia em Belém, e em todos os seus contornos, de dois anos para baixo, segundo o tempo que diligentemente inquirira dos magos.
17 Então se cumpriu o que foi dito pelo profeta Jeremias, que diz:
18 Em Ramá se ouviu uma voz, Lamentação, choro e grande pranto: Raquel chorando os seus filhos, E não querendo ser consolada, porque já não existem.
Fonte: bibliaonline.com.br

Lendo essa passagem, podemos entender muitas das características, como indumentárias, cantos e o deslocar constante de casa em casa, dessa manifestação folclórica.

Podemos então, vislumbrar essa tradição oriunda de Portugal, que ganhou força no século XIX, e se mantém viva em muitas pequenas cidades dos estados de Minas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, dentre outros.

Para quem se interessa por essa fascinante manifestação, vale apena pesquisar. Isso se dá, principalmente devido ao fato de que o folclore, por sua transmissão oral e suas variações, se mostra uma intrigante pesquisa e que explica muito do nosso povo.

Digite - folia de reis - no youtube.com para observar as variações e nuances dessa cultura viva de nosso país.

Interação vicária / aluno-[aluno(s)-aluno(s)]

Segundo Michael Moore em seu artigo publicado no American Journal of Distance Education em 1989, “Three types of interaction”. Podemos identificar os seguintes tipos de interação: aluno-aluno, aluno-professor, aluno-conteúdo, professor-professor, professor-conteúdo e conteúdo-conteúdo.

Inerente a esses seis tipos de interação, da qual Moore relaciona, existe uma que ele considera como variação dessas, denominada por interação vicária.

A interação vicária é aquela em que o aluno, apesar de não se fazer presente, formalmente no processo das discussões de atividades em grupo (tal como um bom mineiro - ai sô!), aprende observando, ou seja, interagindo silenciosamente, com a discussão/interação de outrem.

O que certamente implica numa necessidade de se repensar o silêncio virtual na EaD. Será que o aluno, mesmo não ativamente em participação das atividades em grupo, não poderia estar aprendendo? Quem sabe, mais até que um que interage de forma ativa.

Então, podemos entender que essa interação, pode se processar como as seguintes relações, tendo apenas o aluno como ponto de partida: aluno-[aluno(s)-aluno(s)], aluno-[professor(es)- aluno(s)], aluno-[aluno(s)-conteúdo(s)] aluno-[professor(es)-professor(es)], aluno-[professor(es)-conteúdo(s)] e aluno[conteúdo(s)-conteúdo(s)].

O aluno, ao observar a interação de outros, organiza suas concepções sobre o assunto em questão, o que certamente pode deflagrar um processo motivacional frente ao estudo do assunto abordado, ou ainda, para qualquer outra interação aqui descrita.

Pretendo, neste blog, refletir sobre cada uma dessas interações vicárias, em diversas postagens, iniciando aqui, com a:

  1. Aluno-[aluno(s)-aluno(s)]
O aluno observa outros alunos discutindo/interagindo, principalmente, ao concebermos que como Paulo Freire nos diz: "Ninguém educa ninguém, ninguém se educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo".".

Aqui concebe-se a aprendizagem colaborativa, que ocorre entre pessoas em um estágio aproximado de desbravamento de determinado conteúdo. Podendo assim denominarmo-os como semelhantes. Esses semelhantes se encontram próximos do ponto de vista simbólico-cognitivo, e têm possibilidades comunicacionais, quiçá mais eficientes entre si, do que entre pessoas em diferentes estágios. O que ocorre entre professores, que estão em um estágio mais avançado frente ao assunto; em relação aos alunos, que estão em um estágio mais aquém frente ao assunto estudado.

Aqui, se defronta com uma das grandes queixas do ensino que prima pelo aspecto unidirecional de tendências educacionais tradicionais - a aula puramente expositiva. Contudo, entende-se que esses, aqui chamados de semelhantes, em tese, têm estruturas histórico-culturais aproximadas. Estruturas essas de valor, de linguagem e de costumes com padrões culturais e sociais e que apesar de não, necessariamente, precisarem estar todas com a mesma proximidade, ainda sim, possibilitam a interação colaborativa entre esses alunos.

O chat muito além do bat-papo

Continuando no intento de esgarçar o assunto chat na EaD, me questiono: será o chat apenas uma ferramenta para bate-papo informal, para aulas expositivas ou de tira-dúvidas?

Pois, se assim for, a meu ver, o chat está fadado a ser apenas uma simples transposição da práxis do ensino presencial para o virtual. E que se diga de passagem, com muitas restrições. Digo restrições, pois, certamente essas implicam na não existência de fatores de nuances da voz como a entonação, velocidade e variações de timbre. Bem como a não presença de gesticulações e expressões faciais, que presumem as nuances corpóreas, ou seja, elementos tônico-afetivos. Lembrando que o corpo, junto à voz, também fala.

Tudo bem que existem nuances próprias da comunicação nos chats, como emotions e simplificações de palavras. Mas como você próprio disse, existe uma “pequena demora por causa do servidor”. Contudo, eu completaria: com a existência de pessoas que digitam com maior lentidão que outras; a confusão, que muitos reclamam, devido a não linearidade da conversa de bate papo em grupo, onde um atravessa a conversa do outro e etc.

Essas e outras queixas tendem a resignar as atividades em aplicativos de IRC (Internet Relay Chat) a apenas ao bate-papo informal, tira-dúvidas e aulas expositivas. Assim, temo que a EaD não seja vista como um nova modalidade de educação, mas sim, como uma forma alternativa que transpõe, de forma mais econômica, a educação tradicional expositiva.

Será mesmo que o chat é uma ferramenta que raramente favorece a discussão e a participação produtivas, com contribuições pouco profundas?

E o caráter processual, das atividades em grupo de chat, dentro da aprendizagem dos sujeitos freqüentadores dos AVA?

E as atividades de chat, na EaD, realizadas em grupos?

O professor João Mattar, como citado em seu livro ABC da EaD, tem realizado atividades produtivas em salas de chat com seus alunos, além de sua pesquisa sobre as potencialidades dessas atividades no Second Life. Mas quais são os ganhos e dificuldades dessas atividades síncronas em uma EaD que prima pelas assíncronas?

Vale a pena pesquisar, pois esse é um assunto instigante!

Aguardem novas colocações...

O valor do Amor.

Uma vez, ouvi uma estória que me fez enxergar melhor o como podosso viver melhor, cada dia de minha vida. É um conto, mas significou muito para que eu pudesse melhorar um pouco como pessoa. Nesse conto, um mineirinho, que acabara de morrer, foi abordado por um anjo que dizia à ele:

- você pode escolher entre ir para o céu ou ir para o inferno!

E o mineirinho, desconfiado, perguntou ao anjo:

- como assim?

O anjo afirmou:

- você é que escolhe!

O mineirinho, ainda mais desconfiado, perguntou:

- mas qual é a diferença?

E o anjo falou:

- os dois lugares são iguais, idênticos.

Pois ai que o mineirinho ficou encafifado e quis saber:

- mas como assim?

O anjo explicou que tanto no inferno quanto no céu existe um banquete, com a comida mais saborosa do universo. Porém as pessoas, ao invés de mãos, têm colheres. O mineirinho, ainda confuso, pensava consigo que não adiantara uma vida inteira de bondade, no final era a mesma coisa. Ele imaginava que o inferno era como uma masmorra, um lugar de dor e sofrimento e o céu um lugar de paz e tranqüilidade, um paraíso.

O que o mineirinho não presumiu, é que a colheres, que vinham no lugar das mãos, eram longas demais para que uma só pessoa pudesse se alimentar sozinha, pois essas não alcançavam a sua própria boca. E ai estava a grande diferença, no céu um alimenta o outro e com prazer. Lá todos eram bem alimentados e felizes.

Contudo, no inferno, com a mesma comida deliciosa a disposição, todos estavam em uma eterna fome, pois ninguém queria alimentar ninguém, a não ser a si mesmo. Não enxergavam, pois, que é na ajuda ao outro que está a verdadeira felicidade e que só teriam a ganhar com isso. Pois, como nos diz Paulo em I Cor 13: " E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria."


Inspirado no livro Buscai as Coisas do Alto, de Pe. Léo, SCJ; estou inaugurando esta secção - Coisas do alto - que visa a reflexão da palavra da Bíblia, aquela que purifica e nos torna melhores.

O chat na EaD

Estamos frente a uma geração MSN, principalmente no Brasil, onde essa ferramenta de comunicação é muito difundida. Quem, nos dias de hoje, ao encontrar um amigo, não deixa os seus contatos por meio do número do telefone fixo e/ou celular e o endereço do MSN e similares.

Frente a essas maneiras de como as pessoas estão interagindo, nos dias de hoje, devemos nós, educadores, estarmos atentos e usarmos desses novos meios para interagir com os nossos alunos. Além disso, precisamos entender o como isso reflete no processo de ensino e aprendizagem.

Ignorar esse meio de comunicação é sem dúvida fechar o olho para uma ferramenta que está presente na realidade dos alunos. Pois o aprender é, sem dúvida, um ato inerente ao mecanismo sistêmico, que se encontra no complexo das funções (inter)comunicadoras com a realidade circundante dos aprendentes.

Ignorar essa maneira de comunicar é ignorar o enorme número de pessoas usando esses recursos. É ignorar mais uma chance de abarcar uma forma de otimização do aprendizado, em potencial nos indivíduos, atualmente. Basta observarmos o Windows Live Messeger em sua versão mais recente (8.5.1302), e o número de domwnoads só no site baixaki.ig.com.br - mais de 39 milhões!

Com certeza o chat é uma ferramenta que pode, e deve, ser utilizada e desvendada para aplicação na educação, seja ela a distância ou não. Isso eu posso afirmar, pois basta entrar no laboratório de multimeios, na escola em que leciono, e observar a quantidade de endereços de login nos mensegers das máquinas. Alunos e professores, todos têm seu endereço e os usam muito.

Pretendo esgarçar mais esse assunto aqui no blog, então se você tem interesse - vamos nessa ;) !

Quebrando (pré)conceitos


A EaD é uma realidade no ensino atual. Seja nos cursos de graduação ou pós-graduação, como também em cursos abertos. É fundamental que não só professores, mas alunos e outras pessoas possam conhecer as possibilidades dessa tendência educacional. Possibilidades essas que podem ser positivas e negativas.

Dai a importância da reflexão desse ("novo", para muitos) conceito de ensino-aprendizagem. Essa reflexão deve ser ponto fundamental para que os (pré)conceitos oriundos de suas versões, ou gerações, anteriores sejam desfeitos.

Outro aspecto importante nesta, que é uma quebra de paradígmas, que temos que enfrentar, como educadores e alunos da EaD on-line, é sem dúvida a concepção de que a EaD é uma alternativa de lucro fácil para instituições. O que remete ao fordismo na educação, ou seja, um educação pronta, como um fast-food. E todos sabemos que o fast-food não é nada saudável, resolve instantaneamente a fome, mas não nutre com qualidade e não sustenta de verdade. Como o fordismo, que lembra a uma linha de produção, onde temos especialistas em diversas áreas mas nenhum deles é capaz de produzir sozinho e com qualidade e eficiência o produto final. Isso remete, a meu ver, a tendência tecnicista de ensino alimentada pelo behaviorismo aplicado ao ensino.

Então para que possamos ter uma educação que nutra e sustente de verdade, precisamos saber valorizar o educador e seu potencial de adaptabilidade.

Saber ir além ao planejar, se faz importante para a instutuição, professor, gestores.... Esses devem, sim, saber produzir um mapa, lê-lo e interpretá-lo. Contudo esses devem saber improvisar. Devem saber buscar outros caminhos, diferentes do traçado para que possam assim conduzir os aprendentes ao objetivo final - a aprendizagem.

Improvisar não é fazer de qualquer jeito e de repente, mas sim produzir algo com objetivos. Para entender melhor o que é improvisar, escute (veja) essa música e veja o que é improvisar:



Improvisar é construir algo com um mapa mas sem necessariamente seguir passo por passo, pois cada um tem o seu jeito de andar, seja na música ou no conhecimento.

Para mim, a chave para a aprendizagem seja dentro da internet, seja fora dela, está na interação entre as pessoas e o conteúdo. Pois como nos ensina Paulo Freire (ensina - pois ele está vivo em nosso coração!):

"O diálogo pressupõe o amor ao outro. Sem diálogo não há comunhão; sem comunhão, não há educação.

Então vamos Comungar!